Mesas aprovadas

Mesas Redondas

MR01 – COMUNICAÇÃO, AMAZÔNIA E COLONIALIDADES

Coordenadora
Rosane Maria Albino Steinbrenner

Expositoras/es
Rosaly de Seixas Brito
Guilherme Imbiriba Guerreiro Neto
Vanja Joice Bispo Santos

Os media, como produtores de narrativas do mundo, costumam reproduzir colonialidades que contribuem para a partilha e incorporação de um olhar sobre o Outro mas também sobre si. Propomos, nesta mesa redonda, que tem a Amazônia como território e lugar de disputas, debater caminhos para a descolonização do pensamento e da práxis comunicativa, em um movimento de crítica à universalidade, à hierarquização e às dicotomias da modernidade que embalam e perpetuam modelos de desenvolvimento expropriadores de recursos e subjetividades. Com base na discussão pós-colonial/decolonial, aliada à Ecologia Política, à Economia Política e à Estética política, convoca-se uma reflexão para a desconstrução de colonialidades e a construção de narrativas situadas em um lugar outro.

 

MR02 – IMAGENS DA (IN)SEGURANÇA ALIMENTAR: ENTRE A FOME, O DESPERDÍCIO E SEUS ESPECTROS

Coordenador
Guilherme Bermeguy Chêne Neto

Expositoras/es
Maria do Rosário Saraiva Chagas
Edna Marajoara
Armando Lirio de Souza

Foi ao final da 1º Guerra Mundial que o termo “segurança alimentar” começou a ser utilizado, a partir das traumáticas experiências advindas dessa guerra, sobretudo na Europa, tornando-se evidente o quão eficaz é o controle do fornecimento de alimentos como exercício de poder de um país sobre outro(s). Nesse ensejo, pensando essa segurança alimentar enquanto extensão de poder, modelos alimentares tidos como ideais começaram a ser criados, objetivando a padronização de hábitos alimentares, em que, a partir de mecanismos de dominação, a população vem se tornando cada vez mais controlada, homogênea e padronizada. São vários os dilemas entre o que é bom ou mau para comer, o desperdício e a fome e o espectro disso tudo em nossa sociedade.

O objetivo dessa Mesa Redonda é empreender discussões sobre a(s) imagem(ns) do que pode ser considerado como “segurança alimentar”, sabendo-se que esse conceito, mesmo tendo sido unificado, é múltiplo e localizado em teias de significados.

 

MR03 – QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS E TERRITÓRIOS ESTÉTICOS: SEMÂNTICAS DE MODA, ARTE E CULTURA VISUAL

Coordenador
Rui Jorge Moraes Martins Junior

Expositoras/es
Graziela Ribeiro Baena
Aline Rickmann Folha
Rui Jorge Moraes Martins Junior

A mesa pretende problematizar incidências e interseções entre moda, arte, pesquisa e cultura visual. Considera experiências estéticas e visuais na arte, em processos criativos, expressões e discursos visuais, pinturas, fotografias, arquitetura, design, filosofia, literatura, performance, assim como outras linguagens imagéticas pondo em questão as ambiguidades nas trajetórias da criatividade e concepção de imagens. Pretende abordar a moda como um dispositivo acoplado à subjetividade, capaz de construir territórios estéticos e existenciais.

Oficinas aprovadas

Oficinas

OF01 – UBUNTU STUDIO – APLICAÇÕES DE SOFTWARES LIVRES PARA ANTROPOLOGIA VISUAL

Proponente
Élbio Henrique Mendes Ribeiro

Aproveitando os eventos do Festival Latinoamericano de Instalação de Softwares Livres (FLISOL), esta oficina tem como objetivo apresentar o Sistema Operacional Linux: Ubuntu Studio. Conheceremos suas aplicações de licença livre (ou simplesmente software livre ou open source) para que pesquisadores, estudantes e profissionais de estudos humanos tenham acesso gratuito à ferramentas que contribuam na construção de seus trabalhos, logo, o progresso da ciência.

Faz-se necessário, para a produção de imagens fotográficas e em movimentos, sofisticado aparato tecnológico. Câmeras, lentes, películas, soluções químicas para a revelação e projeção. O domínio da tecnologia é fundamental para o êxito dos registros onde as imagens são o resultado objetivo.

O aparato digital facilitou acesso e manuseio. Computadores, telefones celulares, são equipamentos do quotidiano. Nem sempre é acessível monetariamente o uso de softwares para edição de fotos ou vídeos pelo alto custo das licenças de aplicações desenvolvidas por empresas que lucram muito com o comércio das ferramentas digitais.

As imagens produzidas por estes dispositivos são documentos e evidências utilizadas por antropólogos, que realizam suas pesquisas e estudos com base nesses documentos. Muitas vezes o pesquisador tem de gastar verba de pesquisa com equipamentos e com licença de uso de softwares para produzir seus documentos. Dominando o Ubuntu Studio pode-se obter resultados extraordinários com softwares gratuitos.

 

OF02 – ANTROPOLOGIA VISUAL COMO FERRAMENTA DE LEITURA DA IMAGEM

Proponente
Sandreson Marcelo Pereira da Silva
Pedro Ivan Olaia Ribeiro Filho
Erlan José Gatinho

Esta oficina propõe dialogar sobre práticas educativas de compartilhamento de conhecimento e exercícios de leitura e interpretação de imagens a partir de conceitos da antropologia visual.

Primeiro momento:

Apresentação dos participantes da oficina;

Conversas sobre a aplicabilidade de exercícios de leitura imagética em sala de aula ou em outras práticas educacionais;

Conceitos teóricos básicos sobre a Antropologia Visual e a linguagem textual e imagética; Estratégias de como fazer a leitura de uma imagem a partir da perspectiva de cada participante, relacionando com suas experiências, referenciais simbólicos e/ou teóricos apreendidos nas suas práticas acadêmicas, em sala de aula ou no cotidiano;

Outras conversas sobre possíveis usos da imagem para fins educativos.

Segundo momento:

Exercício coletivo de leitura e interpretação de imagens etnográficas que serão exibidas em projeção;

Divisão em pequenos grupos, sendo que cada grupo receberá uma imagem impressa e criará um texto que se relacione com esta imagem;

Compartilhamento de outros textos que foram selecionados anteriormente pelos oficineiros; Exercício da escolha de textos que se relacionem com a imagem impressa e o texto já produzido, objetivando complementar a criação coletiva de uma narrativa textual-imagética; Construção coletiva de uma imagem (fotografia ou vídeo) que reinterprete a narrativa textual- imagética construída por cada grupo.

 

OF03 – HIPERCORPO – FOTOPERFORMANCE

Proponentes
Priscilla Brito Cosme
Yvana K N C Crizanto

A oficina se propõe a partir do corpo para uma imersão fotográfica que traça um paradoxo entre o individual e as convergências de algoritmos na internet, no “hipercorpo”. Como diz Lévy (2011), aqueles que integram as mesmas redes técnicas e médicas convergem para um só corpo. “Cada corpo individual torna-se parte integrante de um imenso hipercorpo híbrido e mundializado” (LEVY, 2011, p.94). Trabalhando o autorretrato, pretende-se provocar questões como o que o corpo representa e as imagens que vemos – na rede ou fora dela – o que representam? Quem eu sou no hipercorpo? A partir dessas indagações partiremos para a prática como forma de criar personagens a partir do autorretrato, entre selfies, voice messages e marketing e de como esse homem se enxerga nessa sociedade, a partir das imagens – seja em materialidade ou olhos fechados. Desta forma, pensar o corpo no mundo da cibercultura, instaurando novas práticas comunicativas como o compartilhamento da imagem em blog que será criado na própria oficina e uma exposição virtual aproveitando o espaço do evento com distribuição de QR Codes em locais de fácil visualização para acesso às fotos produzidas na oficina.

 

OF04 – OFICINA DE PRODUÇÃO DE VÍDEO COM ALUNOS E PROFESSORAS DA ESCOLA DO ABACATAL-PA

Proponentes
Rodrigo Corrêa Diniz Peixoto
Leidiane Maciel Leal

Expositores
Herbert Nascimento
Igor Teixeira Amaral

O Quilombo do Abacatal está localizado em Ananindeua, às margens do igarapé Uriboquinha. Na área de 612 ha possui suporte jurídico em títulos de propriedade, na categoria terras remanescentes de quilombos, concedidos em 1999 e 2002, emitidos em nome da Associação dos Moradores do Aurá e Abacatal-AMAA. Os moradores são descendentes de negros escravizados que ali viveram nos séculos XVIII e XIX, constituindo-se hoje um grupo dedicado à agricultura e manutenção de tradições culturais, não obstante a expansão urbana e o chamado progresso, que ameaça o território e o modo de vida. A resistência está posta no lema:“O progresso não pode apagar a nossa história”. Eles enfrentam muitos conflitos em decorrência do “progresso”. Perdeu território quando o governo doou à empresa Pirelli áreas então utilizadas para caça e agricultura e atualmente enfrenta graves ameaças. A extração de areia e seixo nos chamados “covões”, para a construção civil nas adjacências do território, a poluição dos igarapés Uriboquinha e Aracanga, e a proximidade com o lixão de Marituba afetam negativamente o cotidiano dos moradores. As responsáveis pela Escola da comunidade acordaram com equipe do projeto Observatório de Conflitos Urbanos de Belém (PPGSA/UFPA) a realização de uma oficina com os alunos para a produção de um vídeo para dar visibilidade a esse cenário de ameaças e resistências.

 

OF05 – OFICINA DE EDIÇÃO BÁSICA DE VÍDEO PARA FINS EDUCACIONAIS: O USO PEDAGÓGICO DO SMARTFONE

Proponentes
Samuel Antonio Silva do Rosario
Jocenilda Pires de Sousa do Rosário

O uso das novas tecnologias digitais nas escolas (em especial o smartfone e o tablet), com recursos de acesso à internet entre outros aplicativos, amplia as possibilidades de ensino, no entanto, não é de hoje que educadores e pesquisadores vêm falando deste assunto. Com o avanço da globalização a tecnologia digital passou a ser inserida no cotidiano e as informações e os conhecimentos chegam com maior facilidade e de forma mais rápida até nós por meio dos computadores e da internet e agora através dos telefones celulares. Esta oficina discute a possibilidade do uso deste aparelho como uma ferramenta em favor da educação. Será utilizado um aplicativo chamado KineMaster que é um editor gratuito de vídeos e imagens, disponível para smartfone, em que o usuário pode criar vídeos profissionais com filmagens, fotos e músicas que estejam no aparelho. O aplicativo KineMaster oferece um editor de vídeos e fotos bem interessante para os usuários de Android, nele é possível adicionar imagens, alterar trilha sonora, fazer gravações e aplicar em temas divertidos. Tudo isso aliado com ferramentas para edição completa, efeitos, transições entre as faixas e várias outras ferramentas. Assim, objetiva-se construir um cenário propício ao uso de vídeos feitos por professores para fins educacionais, mostrando que mesmo com poucos recursos é possível desenvolver atividades diferenciadas que estimulem o processo de construção do conhecimento.

 

OF06 – EXERCÍCIOS DE GUERRILHA ESTÉTICA: PERFORMANCE, CORPO E RESISTÊNCIA

Proponentes
Pedro Ivan Olaia Ribeiro Filho
Wellington Romario da Silva Alves

Objetivo Geral: Compartilhar teorias e práticas performáticas que dialoguem sobre os discursos descolonizadores de corpos dissidentes.

Objetivos Específicos: Construir ações artísticas como táticas de guerrilha poética e política que dialoguem com o low-tec e a gambiarra amazônica; Articular redes de compartilhamento.

As performances com questões próximas dos grupos de pessoas ditos como “minorias” envolvem diálogos sobre gênero, sexualidade, raça, etnias, entre outras; e são definidas por Marvin Carlson (2010, p.187-210) como performances de resistência, ou seja, diálogos sobre o self e o reexistir cotidiano de cada indivíduo a partir de um pensamento contra-hegemônico. A arte de guerrilha é uma tática estética e política de combate frente à cisnormatividade, etnocentrismo e tantos outros discursos ditos e não-ditos, como os discursos construídos teorias que se dizem libertadoras, mas perpetuam o colonialismo e são chamadas por Cusicanqui (2010, p. 63-69) como “colonialismo interno”. A proposta desta oficina é a de provocação dos corpos amazônidas para possíveis ações que reconstruam espaços e tempos na rua ou em locais públicos, a partir do pensamento global de combate à intolerância somado ao pensamento local de descolonização a partir da perpectiva de povos tradicionais indígenas e africanos. Esta oficina é destinada a performers ou não, interessados na arte da performance e em usos de tecnologias low-tech e ressignificação de objetos e sucatas para ações imersivas na rua.

Minicursos aprovados

Minicurso

ANTROPOLOGIA DA PERFORMANCE

Marcos Alexandre dos S. Albuquerque (UERJ)

Ementa

Diferentemente dos estudos clássicos sobre rituais, o paradigma da performance não procura construir interpretações a partir do conteúdo semântico dos símbolos, pelo contrário, atenta para o temporário, o emergente, a poética, a negociação de expectativas e a sensação de estranhamento do cotidiano. A função poética do ato performático ressalta o modo de expressar a mensagem e não o seu conteúdo. Neste minicurso estudaremos as relações entre teorias do ritual e o campo de estudo das performances. Analisaremos o ato performático como um evento comunicativo no qual a função poética é dominante e onde se produz a sensação de estranhamento em relação ao cotidiano.

No atual contexto pós-colonial e decolonial, o campo da performance deve examinar criticamente os eventos performáticos com relação a recursos estilísticos heterogêneos, significados contextualizados e ideologias conflitantes que emergem em momentos de crises e mudança. Momento onde a dialogicidade, contextualização e intertextualidade são expressão de negociações de poder na promoção e reinvenção das tradições. Desse modo, a análise passa da preocupação com padrões normativos e conteúdos simbólicos para a emergência dos significados na interação social, inclusive em situações específicas que envolvem atores e interesses bastante heterogêneos. Nesta perspectiva, as negociações do poder se realizam através da poética e da política do discurso e da imagem.

Conteúdo Programático

I Parte: Antecessores à constituição do campo da performance.

A troca e o rito (política, objetos, imagens e encenações)

MAUSS, M. (1974) [1923 – 24]. Ensaio sobre a Dádiva. Forma e razão da troca nas sociedades arcaicas. In: Sociologia e Antropologia. v.II. São Paulo: Edusp.

Símbolo e ritual.

VAN GENNEP, Arnold. (2011). Os ritos de passagem. Petrópolis. Editora Vozes.

Ação simbólica.

TURNER, Victor. (2008). Dramas, campos e metáforas. Ação simbólica na sociedade humana. Niterói. EDUFF.

Sociedade e Política: Espetáculo e Rito.

GEERTZ, Clifford. (1980). Capítulo IV – Afirmação política: Espetáculo e cerimônia. In: O Estado-Teatro no século XIX. Lisboa.

______, Clifford. (1989). A Briga de Galos em Bali. In: A interpretação das culturas, Rio de Janeiro: LTC Editora.

A imagem-ritual de Rouch.

GONÇALVES, Marco Antonio. (2008). Filme-ritual e etnografia surrealista: os mestres loucos de Jean Rouch. In: O real imaginado: etnografia, cinema e surrealismo em Jean Rouch. Rio de Janeiro: Topbooks.

QUILICI, Cassiano S. (2004). Antonin Artaud: Teatro e Ritual. São Paulo: Annablume; Fapesp. [Cap. 01 e 04].

Ritual e Transgressão.

GLUCKMAN, Max. “Rituais de Rebelião no sudeste da África”. Série Tradução. 03, UnB, 2011.

A Antropologia da Dança.

SAMAIN, Etienne. Balinese Character (re)visitado. Uma introdução à obra visual de G. Bateson e M. Mead. In ALVES, André Os Argonautas do Mangue. Campinas: ed. UNICAMP, 2004, p. 17-80.

II Parte: A constituição do campo da Performance.

“Como fazer coisas com palavras”.

AUSTIN, John L. 1990. Quando dizer é fazer: palavras e ação. Tradução e apresentação de Danilo Marcondes de Souza Filho. Porto Alegre: Artes Médicas.

Performance e o pós-modernismo.

LANGDON, Esther Jean. (2007). Performance e sua Diversidade como Paradigma Analítico: A Contribuição da Abordagem de Bauman e Briggs. Antropologia em primeira mão. Florianópolis. PPGAS/UFSC.

Fronteiras Étnicas: invenção de tradições e performance.

ALBUQUERQUE, M. (2011). Introdução: A Cena. In: O regime imagético Pankararu: Tradução intercultural na cidade de São Paulo. Tese de Doutorado, PPGAS/UFSC.

Pós-Colonialismo: imagens e alteridade.

SHOHAT, Ella e Robert STAM. 2006. 1: Do eurocentrismo ao policentrismo.” In: Critica a Imagem Eurocêntrica. São Paulo, p11-88.

Performatividade: Estratificações sociais… gênero, raça, classe…

BUTLER, Judith. (2003). Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira.

Performance, Teatro,… Rua!

SCHECHNER. R. (2012). A rua é o palco. In: performance e antropologia de Richard Schechner. Rio de Janeiro; Ed. Mauad X, pp. 155-198.

CARDOSO, Vânia Zikán. Narrar o mundo: Estórias do povo da rua e a narração do imprevisível. Mana (Rio de Janeiro), v. 13, p. 317-345, 2007.

Etnoficção

PIAULT, Marc Henri. Real e ficção: onde está o problema? In: KOURY, Mauro Guilherme Pinheiro (org.). Imagem e Memória: ensaios em Antropologia Visual. Rio de Janeiro: Garamond, 2001.

Resumos aprovados

GT1 – CORPOS, GÊNEROS E IMAGENS NA COMUNICAÇÃO

Este Grupo de Trabalho, em sua terceira edição, procura dar continuidade aos debates acerca das imagens corporais e dos gêneros em aportes midiáticos, considerando a interseccionalidade entre eles e/ou com demais marcadores da diferença e da diversidade como a cor da pele, a geração, a religiosidade, a nacionalidade, o status social etc. Assim, em geral, questiona-se: Quais corpos são (in)visibilizados nas capas de revistas, no cinema, nas telenovelas, no entretenimento, nas reportagens, nas peças publicitárias dentre outros meios de comunicação e de interação social? De que forma questões relativas aos gêneros são pensadas e representadas em mídias onde a imagem visual é necessária? Visa-se, ainda, neste GT, (re)examinar o papel dos operadores da comunicação (Oliveira Júnior 2012), refletindo a respeito dos silenciamentos e das possibilidades de inclusão da multiplicidade de corpos e modos de ser, bem como do reforço ou não de estereótipos relacionados aos gêneros e às corporeidades que se apresentam hodiernamente nos trabalhos elaborados por esses agentes sociais.

Coordenadores:

Edyr Batista de Oliveira Júnior – GEPEM/UFPA (edyroliveirajunior@gmail.com)
Manuela do Corral Vieira – UFPA (manuelacorralv@yahoo.com.br)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. FEMVERTISING PELA PERSPECTIVA RACIAL: O EMPODERAMENTO FEMININO NEGRO NA PUBLICIDADE.

Adriane Raiol

  1. A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DO CORPO NEGRO NA MÍDIA IMPRESSA: ANÁLISE DAS NARRATIVAS DE VIOLÊNCIA DO AMAZONIA JORNAL.

Denise Cristina Salomão Correa (UFPA)
Monica Melo Salgado (UFPA)
Alda Cristina Silva da Costa (UFPA)

  1. AS GAROTAS DO BBB: UMA ANÁLISE SOBRE AS CONTRACAPAS DOMINGUEIRAS DO AMAZÔNIA JORNAL EM 2017.

Hérica Priscylla Rodrigues Silveira (FEAPA)
Josiléia de Paula Bezerra Marinho Grieco (FEAPA)
Ana Shirley Penaforte Cardoso (FEAPA / UFPA)

  1. AS MULHERES EM LARS VON TRIER: UM ESTUDO DE CASO SOBRE FEMINISMO E SUJEIÇÃO.

Yasmin Maia (FAPEN)

  1. DRAG, GLAMOUR, FILTH: GÊNERO E MONSTRUOSIDADE EM RUPAUL’S DRAG RACE E DRAGULA.

Dilermando Gadelha (FAPAN / FAPEN)
Yasmin Maia (FAPEN)

  1. O UNIVERSO DRAG DOS PALCOS ÀS MÍDIAS SOCIAIS DIGITAIS: PERFORMANCES DE RESISTÊNCIA EM NOITES SUJAS BELENENSES.

Emanuele Corrêa (Estácio FAP / PPGCOM-UFPA)
Manuela Corral (UFPA)

  1. TELENOVELAS, MULHERES, MELODRAMA E DROGADIÇÃO.

Mariana Almeida (PPGCLC-UNAMA).

  1. O TRABALHADOR NA MÍDIA GOVERNAMENTAL: (IN)VISIBILIDADES DE TRABALHADORES EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO.

Elizabeth de Oliveira Serra

  1. OS NUDES COMO FORMA DE SOCIABILIDADE E VISIBILIDADE DOS CORPOS MASCULINOS.

Elson Santos (PPGCOM-UFPA)
Manuela Corral (UFPA)

  1. PERFORMANCES MASCULINAS NA PRINCESA DO SERTÃO: O ESTUDO DA MASCULINIDADE SOBRE OLHAR DA FOTOGRAFIA NA IMPRENSA EM CAXIAS/MA.

Jakson Ribeiro (UEMA)

  1. A APRESENTAÇÃO DA MASCULINIDADE NO VIDEOGAME LISA THE PAINFUL.

Marcus Mauro de Oliveira Conor Moraes

  1. O BEM-ESTAR GAY: DIÁLOGOS ENTRE PERFORMANCES E CONSUMO NO REALITY SHOW QUEER EYE.

Rodrigo Avelar (UFPA)
Manuela Corral (UFPA)

  1. CORPOS, EROTISMO E BIOPODER: UM ESTUDO COMPARADO ENTRE AS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS DA CERVEJA DEVASSA DE PARIS HILTON E SANDY.

Lília Batista da Conceição (PPLSA-UFPA)

  1. NOVOS CAMINHOS DA PUBLICIDADE COM O CONSUMER EMPOWERMENT: QUESTÕES DE GÊNERO E O CASE SKOL.

Mariana Menezes (PPGCLC-UNAMA)
Manuela Corral (UFPA)

 

GT2 – AS CIDADES VIVIDAS E AS SUAS REPRESENTAÇÕES IMAGÉTICAS: OLHARES, TECNOLOGIAS E EXPERIÊNCIAS DE PESQUISA

A cidade pode ser vista, captada, vivida e entendida, certamente, por perspectivas diversas. Partindo dessa afirmativa, o presente GT tem como objetivo problematizar as várias maneiras de ver-registrar e ter a experiência urbana no âmbito da pesquisa. Nesse sentido, a relação cidade- imagem é um ponto de partida para explorarmos as mais diversas formas de observar, representar e se autoreconhecer nas ruas, praças, bairros, manifestações políticas, culturais e na diversidade dos dramas e itinerários cotidianos. Assim, serão bem vindos trabalhos concluídos, e pesquisas em andamento, nas áreas da antropologia, sociologia, história, literatura, geografia e comunicação cujos aspectos teórico-metodológicos tomem as imagens urbanas nos mais diversos sentidos e suportes (fotográfico multimídia e vídeo). Enfim, mais do que registros ilustrativos, elas são consideradas aqui como possibilidade de reflexão sobre questões como: o acesso a cidade, as (auto) representações de determinados grupos, relação individuo-sociedade, visibilização, invisibilização social, tecnologias de mediação da experiência urbana e relações de poder.

Coordenadores:

Jesus Marmanillo Pereira – UFMA (jesusmarmanillo@hotmail.com)
Luciano Magnus de Araújo – Universidade Federal do Macapá (lucaraujo3@gmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. A CÂMERA ERA NOSSA METRALHADORA”: A PRODUÇÃO DE IMAGENS NO CONTEXTO DE LUTA CONTRA REMOÇÃO DA VILA AUTÓDROMO.

Ana Priscila Rezende de Carvalho (PPGA-UFF)

  1. ENQUANTO NÃO INAUGURA: LAZER E SOCIABILIDADE NA OBRA DE PROLONGAMENTO DA AVENIDA JOÃO PAULO II EM BELÉM DO PARÁ.

Claudiane de Fátima Melo de Sousa (PPGDSTU-UFPA)

  1. BOULEVARTE – CIDADE PRAS PESSOAS: UM EVENTO CULTURAL, SUA CONEXÃO COM A CIDADE, AS PESSOAS E SEUS DESDOBRAMENTOS.

Jean Lucas T. Bremgartner (Faculdade Estácio do Pará)

  1. INTERLOCUÇÕES DO COTIDIANO: LEITURA SOCIAL E IMAGÉTICA

Cilene Maria Valente da Silva (PPGED-UFPA)

Lorena Bischoff Trescastro (PPGED-UFPA)

  1. PRAÇAS PÚBLICAS E SEUS MÚLTIPLOS USOS

Robson Luiz C.S Arraes (PPLSA-UFPA)

  1. SOCIEDADE, LINGUAGEM E MEMÓRIA NA COMUNIDADE DE JAROEIRA, NO PARÁ, AMAZÔNIA

Bruna Rafaella de Pinto Melo (Faculdade Estácio do Pará)
Rosana Lopes Borges (Faculdade Estácio do Pará)
Enderson Geraldo de Souza Oliveira (PPGSA-UFPA)

  1. O USO DO GOOGLE STREET VIEW COMO FERRAMENTA NO PROCESSO ETNOGRÁFICO: UMA PESQUISA SOBRE A FARRA VELHA DA CIDADE DE IMPERATRIZ-MA.

Ana Paula Pinto Pereira (UFMA)

  1. DO LADO DE CÁ DA CIDADE, ENTRE PALAFITAS, BICICLETAS E SIMBOLOGIAS: POR UMA ETNOGRAFIA VISUAL DO TRANSITAR.

Neuton Carlos Coutinho Lima (UNIFAP)

  1. A CIDADE MIDIÁTICA: VISIBILIDADES E TENSÕES COMUNICATIVAS NA MÍDIA IMPRESSA PARAENSE.

Nathan Nguangu Kabuenge (PPGCOM/UFPA)
Alda Cristina Costa (PPGCOM/UFPA)

  1. O YOUTUBE E O ESTATUTO DA VISIBILIDADE POLICIAL: SOCIABILIDADES E A CONSTRUÇÃO DE SI.

Alda Cristina Silva da Costa (PPGCLC/UNAMA)
Wallace Corrêa Pantoja Júnior (UFPA)

  1. O QUE DIZEM AS PAREDES? UMA ANÁLISE DOS ESCRITOS EM BANHEIROS DE DUAS UNIVERSIDADES EM BELÉM DO PARÁ.

Mauricio Igor Neves Almeida de Almeida (UFPA)
Enderson Geraldo de Souza Oliveira (PPGSA-UFPA)

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. À MARGEM DO DOCUMENTÁRIO: UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL DA PERIFERIA DE SANTARÉM-PA.

Liendria Marla Malcher Silva (UFOPA)
Luciana Barroso Costa França (UFOPA)

 

GT3 – MEDIAÇÕES DE LINGUAGENS: PALAVRAS E IMAGENS NA ESCRITURA ETNOGRÁFICA

A construção, socialização e discussão de pesquisas etnográficas, ou em andamento, apresentam elementos de expressões coletivas e individuais que avançam para além da utilização fechada de linguagens e códigos de comunicação. Estamos diante de um fenômeno hodierno, que articula e reconfigura as linguagens verbais e não-verbais, para que consigam adentrar nos espaços midiáticos e de grande repercussão na sociedade, pois o registro antes assumido como simples forma secundária de informação hoje é compreendido como possibilidade de expor posições políticas e construções de identidades étnicas. Desde Malinowski a Victor Turner, a escritura etnográfica adquiriu nuances que determinaram uma nova compreensão do que seja a escrita em antropologia, agora constituída por amplificação recíproca (Barthes, 1990) entre palavra e imagem, com suas consequentes conotações perceptiva, cognitiva e ideológica. Assim o objetivo deste grupo de trabalho é debater as potencialidades de mediação e de conformações de registro entre as linguagens audiovisual e escrita, na etnografia, no âmbito de estudos sobre narrativas em registros verbais e não-verbais. Para tanto, serão aceitos estudos e experimentações que tenham o vídeo, a fotografia, os textos etnográficos e literários, como objetos de análise e interpretações, desde que apresentem e representem essas mediações, reveladora de utopias e distopias, originadas em diversas formas de coletividades.

Coordenadores:

Daniel dos Santos Fernandes – UFPA (dasafe@msn.com)
José Guilherme dos Santos Fernandes – UFPA (mojuim@uol.com.br)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. CULTURA MATERIAL, IDENTIDADE ÉTNICO-RACIAL E PERTENÇA NA COMUNIDADE BUÇÚ (AUGUSTO CORRÊA-PA).

Danilo Gustavo Silveira Asp
Claudia Nunes Santos

  1. “ICAMIABAS NA CIDADE AMAZÔNIA”: O IMAGINÁRIO AMAZÔNICO NA LINGUAGEM AUDIOVISUAL PARAENSE.

Glaucia Silva dos Santos
Lizziane Silva dos Santos

  1. EXPERIMENTAÇÕES VERBAIS E NÃO VERBAIS NA ESCRITURA SOBRE O VESTIR NO CULTO A SÃO BENEDITO DE BRAGANÇA (PA).

Graziela Ribeiro Baena

  1. NARRATIVAS ORAIS DE UMA COMUNIDADE TRADICIONAL AMAZÔNICA.

Jocenilda Pires de Sousa do Rosário

  1. CAMINHOS CRUZADOS: ETNOGRAFIA DO POVO CIGANO NA UMBANDA.

Lívia Macedo

  1. ETNOMUSICOLOGIA TEMBÉ TENETEHAR: AS CANTURIAS COMO PRÁTICA DE (RE) AFIRMAÇÃO ÉTNICA.

Luiz Carlos Cruz Cunha

  1. UMA NARRATIVA ETNOGRÁFICA DO TERREIRO DE MÃE TEREZINHA.

Nazareno Araújo Barbosa

  1. SOPHIA-FEIRA.

Pedro Olaia

  1. IMAGEM, CIDADE E VIVÊNCIAS: UMA EXPERIÊNCIA ETNOGRÁFICA NO MUNICÍPIO DE MELGAÇO-PA.

Priscilla Brito Cosme
Denise Machado Cardoso

  1. GLOSSÁRIO DA FESTIVIDADE DE SÃO TOMÉ DO CARVÃO, MAZAGÃO-AP.

Rodrigo Márcio Gomes Monteiro
José Guilherme Dos Santos Fernandes

  1. A IMAGEM NA TRADUÇÃO DA IDENTIDADE: UM ESTUDO ACERCA DO “TER” BRAGANTINIDADE.

Sandreson Marcelo Pereira da Silva

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. IMAGENS E SENTIDOS DOS RITOS DE PASSAGENS: ESTUDO DA SÉRIE VIKINKS E A INFLUÊNCIA PARA O PAGANISMO CONTEMPORÂNEO.

Luiz Henrique Patrício Xavier
Maria Roseli S. Santos

 

GT4 – CIRCULARIDADES E VISUALIDADES CULTURAIS AMAZÔNICAS

Considerando o campo da Antropologia Visual como um campo multidisciplinar onde se cruzam diversas práticas de pesquisa e experiências estético-sensoriais contemporâneas, propomos aqui atrair os olhares, sensibilidades e reflexões sobre os processos de produção e circulação das manifestações e experimentações simbólico-rituais, como formas de expressão e comunicação, assim como modos de produção, reprodução ou resistência cultural de grupos, povos ou coletivos amazônicos, conforme suas identificações. Vislumbramos os rituais contemporâneos, em suas variadas formas e conteúdos, múltiplos sentidos e funções expressivo-comunicativas, que se expressam por meio de práticas e performances rituais/coletivas que conectam, sem dissolver, os espaços e tempos de celebração festiva e vida cotidiana. Neste contexto, importa um olhar sobre as relações de reciprocidade e formas de sociabilidades que criam tipos específicos de agrupamentos culturais cujos laços de afeto permitem um exercício interpretativo sobre as questões que envolvem os sentidos, o gosto e a estética que são atualizados na vida ordinária de (r)existência das manifestações culturais. Em suma, propõe-se um espaço de debate a partir de trabalhos que abordem a maneira pela qual a (re)produção de experiências festivas podem configurar centralidades comunicacionais geradoras de sentidos no contexto dos rituais contemporâneos de práticas culturais performaticamente elaboradas por coletivos e indivíduos na região amazônica.

Coordenadores:

Carmem Izabel Rodrigues – UFPA (ciizbel@gmail.com)
Edgar Monteiro Chagas Junior – UNAMA (edgarchagas@yahoo.com.br)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. SOCIABILIDADE, RECIPROCIDADE E SOLIDARIEDADE REFORÇAM RELAÇÕES INTERPESSOAIS DE APROXIMAÇÃO E APRENDIZADO CARACTERÍSTICAS DE EVENTOS RELIGIOSOS E CULTURAIS NA SEDE DO MUNICÍPIO DE BAIÃO, PARÁ.

Clélio Palheta Ferreira

  1. A DEVOÇÃO SOBE A SERRA CANTANDO E DANÇANDO: OLHARES SOBRE A FESTIVIDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO NO PARQUE ESTADUAL SERRA DOS MARTÍRIO-ANDORINHAS/PA.

Dilermando Gadelha

  1. ARTE VISUAL, ESTÉTICA E IMAGENS DA AMAZÔNIA NO FESTIVAL DE PARINTINS.

José Maria da Silva

  1. FOTOGRAFANDO BRINCADEIRAS INDÍGENAS.

Silvia Helena Cardoso

  1. AS EXPERIÊNCIAS INTERSUBJETIVAS E COLETIVAS DO BOI CUIRÃO: A ESPETACULARIZAÇÃO NOS ESPAÇÕES DE IDENTIFICAÇÃO CULTURAL NO DISTRITO INDUSTRIAL DE ANANINDEUA/PARÁ-BRASIL.

Ytallo Kassio Franco de Souza

  1. INTERSUBJETIVIDADE E EXPERIÊNCIA SOCIAL NA PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA BELEMENSE.

Marina Ramos Neves de Castro

  1. DO TRADICIONAL AO HIBRIDISMO CULTURAL: O CARIMBÓ NA MÍDIA PARAENSE.

Camila Rodrigues Neiva
Maria Goretti Sousa Lameira

  1. CULTURA E MITO NO CARNAVAL: EM QUE O CARNAVAL PARAENSE É PARAENSE.

Neder Roberto Charone

  1. OS SÍMBOLOS NO/DO ARRASTÃO DO PAVULAGEM: ELABORAÇÃO DE VISUALIDADES, SIGNIFICADOS E EXPERIÊNCIA FESTIVA.

Edgar Monteiro Chagas Junior

  1. OS ENTRELUGARES INVISÍVEIS DA IMAGEM DA MULHER ASURINI: UMA PERSPECTIVA DECOLONIAL.

Sabrina Tuma

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. A ESTÉTICA DA IDENTIFICAÇÃO A DIMENSÃO SENSÍVEL TERRITORIAL NA FEIRA DO GUAMÁ, BELÉM – PA.

Fábio Rodrigo de Moraes Xavier

  1. MONSARÁS EM FESTA: UM OLHAR GEOAFETIVO SOBRE A FESTIVIDADE DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS.

Layane Martins Trindade

  1. INDÚSTRIA CULTURAL DO BREGA: MUITO ALÉM DAS FESTAS DE APARELHAGENS.

Rodrigo Gabriel da Silva Oliveira

 

GT5 – POVOS INDÍGENAS NO FOCO DAS LENTES ANTROPOLÓGICAS

O Grupo de Trabalho terá como eixo central de discussão questões relacionadas à visibilidade indígena em seus diversos aspectos. Portanto, o objetivo geral do GT será fortalecer a visibilidade dos povos indígenas, reconhecendo-os como autores de sua própria história, embora chagados pelo colonialismo devastador que os atacou e ainda teima em dizimá-los nos dias atuais. Serão bem vindos trabalhos que proponham análises em torno de produções fotográcas e/ou de áudio e vídeo, destacando temas relacionados aos povos indígenas, dentre eles, a territorialidade, identidade, saúde indígena, educação intercultural, cultura material e imaterial, etnicidade, xamanismo, movimento indígena, relações de gênero. A utilização de ferramentas áudio-visuais no trabalho e na apresentação será de extrema relevância para as proposições do GT. Colocar em destaque os povos indígenas, sua organização social, seus simbolismos, suas formas culturais de modo geral, se apresenta como um instrumento de resistência e de luta por reconhecimento e aceitação. Dessa forma, instigados por elementos visuais, os trabalhos deverão propor encaminhamentos de debate que pautem o respeito à diversidade cultural dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.

Coordenadores:

Tadeu Lopes Machado – UFPA (tlopesm@hotmail.com)
Petrônio Lauro Teixeira Potiguar Junior – UFPA (ppotiguar@yahoo.com.br)
Evilânia Bento da Cunha – Universidade Federal do Amapá (evilaniageo@yahoo.com.br)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. PATRIMÔNIO E MEMÓRIA ENTRE OS SURUÍ AIKEWARA, SÃO GERALDO DO ARAGUAIA – PA.

Thomas Rafael Alves Teixeira (SEDUC-PA)
Roitong Suruí (UEPA)
Arawi Suruí (UEPA)

  1. WYRA’UHAW: A FORÇA NOS PÉS QUE DANÇAM É A MESMA NOS PÉS QUE QUEREM SEU ESPAÇO E TRADIÇÃO RESPEITADOS.

Evelin Stefanie da Silva Paixão (Faculdade Estácio do Pará)
Josué dos Santos Cunha (Faculdade Estácio do Pará)
Michelle Dias Ferreira (Faculdade Estácio do Pará)
Viviane Menna Barreto (Faculdade Estácio do Pará)

  1. AUTOANTROPOLOGIA DA IMAGEM COM POVOS INDÍGENAS DO UAÇÁ.

Ana Manoela Primo dos Santos Soares (UFPA)

  1. AL OTRO LADO DEL RIO: NARRATIVAS DE INDÍGENAS VENEZUELANOS DA ETNIA WARAO REFUGIADOS EM BELÉM –PA.

Dáleth Susan de Lima Oliveira (UFPA)
Denise Cristina Salomão Corrêa (UFPA)
Érica Alves de Oliveira Tavares (UFPA)
Lucas da Silva Costa (UFPA)
Raisa Cristine Rodrigues de Araújo (UFPA)
Sandoval Silva Oliveira Junior (UFPA)
Taymã Rodrigo Oliveira Carneiro (UFPA)
Monique Igreja (UFPA)

  1. NARRATIVAS INDÍGENAS E PRODUÇÃO AUDIOVISUAL: EXPERIÊNCIAS DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS EM RONDÔNIA.

Luciana Castro de Paula (UNIR/UFPA)
Edineia Aparecida Isidoro (UNIR/UNB)

  1. A AULA PASSEIO CONTRIBUINDO PARA A INTERCULTURALIDADE NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA.

Luiz Carlos Cruz Cunha (UFPA)
Eliana Ruth Silva Sousa (UEPA/UNESP)

  1. CULTURA E MATEMÁTICA NA LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA: A BUSCA PELA INTERCULTURALIDADE CRÍTICA.

Eliana Ruth Silva Sousa (UEPA/UNESP)

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. WYRA’UHAW: A FORÇA NOS PÉS QUE DANÇAM É A MESMA NOS PÉS QUE QUEREM SEU ESPAÇO E TRADIÇÃO RESPEITADOS.

Evelin Stefanie da Silva Paixão (Faculdade Estácio do Pará)
Josué dos Santos Cunha (Faculdade Estácio do Pará)
Michelle Dias Ferreira (Faculdade Estácio do Pará)
Viviane Menna Barreto (Faculdade Estácio do Pará)

 

GT6 – POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS: IMAGENS DE SI E/OU DO OUTRO SOBRE DISPUTAS TERRITORIAIS NA AMÉRICA AMAZÔNICA

Este grupo se propõe a reunir trabalhos que discutam diferentes olhares sobre quem são, como vivem e como lutam os povos originários e tradicionais da América Amazônica para permanecer em seus territórios tradicionalmente ocupados. A intenção é problematizar a colonialidade do poder a partir de um olhar decolonial sobre as disputas territoriais, opressões e estratégias de resistências. São bem vindos trabalhos que se pautem nos referencias teóricos e metodológicos da Antropologia Visual, isto é, abordagens interpretativa-reflexivas de um corpus textual imagético (cartografias, fotografias, audiovisual e outros). O GT também se propõe a discutir a ética, os desafios, as condições práticas e contribuições heurísticas da imagem nas pesquisas “com” esses povos, isto é, para além das pesquisas “sobre”. E, ainda, muito interessa à discussão, pesquisas produzidas “por eles mesmos” sobre si e/ou sobre o colonizador, ou seja, por acadêmicos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e demais comunidades tradicionais que têm acessado às Universidades por meio das políticas afirmativas/cotas ou não.

Coordenadoras:

Maria Do Socorro Rayol Amoras – UFPA (mmaria.amoras@gmail.com)
Solange Maria Gayoso da Costa – UFPA (gayososol@yahoo.com.br)
Marcel Hazeu – UFPA (celzeu@gmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. CONHECER PARA DELIBERAR: UM LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO SOBRE AS JUVENTUDES DO BAIRRO DA TERRA FIRME E SUAS QUESTÕES.

Suzana Magalhães

  1. POVOS DO APROAGA: (AUTO)IMAGENS QUILOMBOLAS.

Irislane Pereira de Moraes
Gilberto Bezerra Mendonça
Aurilene Pereira Ferreira
Manoel Clauderi Coutinho da Luz

  1. EDUCAÇÃO POPULAR E RESISTÊNCIA NO CAMPO: O CASO DA COMUNIDADE VIVA DEUS.

Betânia Barroso
Jullyana Cristina Almeida de Freitas
Marcos Moreira Lira

  1. O JOGO DA IDENTIDADE: REFLEXÕES ACERCA DO TERRITÓRIO DO CAJUEIRO, SÃO LUÍS-MA.

Luciana Railza Cunha Alves

  1. O CORTE NA VOLTA DO RIO: RELATOS SOBRE AS EXPERIÊNCIAS COM AS COMUNIDADES DA VOLTA GRANDE DO XINGU IMPACTADAS PELOS PROJETOS DESENVOLVIMENTISTAS.

Dimitria Leão
Luana Beatriz Lima Peixoto
Rosa Acevedo Marín
José Alberto Braz
Jeremias Tavares Kayapó

  1. O PROCESSO DE FILMAGEM COMO PESQUISA: OFÍCIOS TRADICIONAIS E DISPUTAS PARA A PERMANÊNCIA.

Paula Zanardi

  1. PERCEPÇÕES ACERCA DE DESENVOLVIMENTO E CONFLITOS NA CONSTRUÇÃO DA UHE TUCURUÍ: LEITURAS EM MATERIAIS IMPRESSOS E AUDIOVISUAIS.

Lucas Felipe Sardinha de Sousa
Maria das Graças da Silva

 

GT7 – VISUALIDADES E (IN)VISIBILIDADES LGBTI EM CONTEXTOS ESCOLARES

Como a juventude de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e intersexo dão visibilidade às suas lutas contra discriminações e desigualdades, em favor de seus direitos e em ações de reafirmação identitária em escolas, universidades, instituições de formação profissional, etc.? Que olhares educadores, gestores, funcionários e outros estudantes lançam sobre essa população inserida em contextos escolares? Como esses sujeitos articulam suas pautas por meio de estratégias visuais não hegemônicas? Nosso interesse é possibilitar o levantamento dessas experiências visuais nas escolas, universidades, instituições de formação profissional, etc. e fomentar a reflexão e compreensão radical das diferenças em sala de aula, rompendo com modelos de comportamento padronizados e limitantes da existência humana. Portanto, o GT intenta aglutinar pesquisas concluídas ou em andamento, experiências didático-pedagógicas, documentários, vídeos etnográficos, relatos de experiências, ou outras formas de linguagens que retratem essa diversidade humana. Palavras-Chaves: Diversidade; Visualidade; Educação.

Coordenadoras:

Kirla korina dos Santos Anderson – IFPA (kirla7@hotmail.com)
Natália Conceição Silva Barros Cavalcanti – IFPA (natalia.cavalcanti@ifpa.edu.br)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. CORPOS MEMEGRAFADOS: UMA ANÁLISE DO MÉTODO CARTOGRÁFICO DE SUBLIMAÇÃO CONTRASSEXUAL.

Eduard (duda) Alves Fernández (UFPB)

  1. BIXA PIXA: VISIBILIDADE E RESISTÊNCIAS QUEER DO PIXO NO ESPAÇO UNIVERSITÁRIO.

Luana de Melo Laboissiere
Nathália de Sousa Fonseca
Sergio E. S. Ferreira Junior (UFPA)

  1. DIVERSIDADE SEXUAL NA ESCOLA: O (RE) FAZER PEDAGÓGICO PARA O PROTAGONISMO JUVENIL A PARTIR DA MEMÓRIA ESCOLAR DE UM HOMEM-TRANS, UMA MULHE-TRANS E UMA TRAVESTI. UMA EXPERIÊNCIA DO IFPA-CAMPUS BELÉM.

Shirlene Socorro Coelho Santos (IFPA)

  1. INTERCESSÕES ENTRE GÊNERO, SEXUALIDADE E JUVENTUDE EM BELÉM/PARÁ.

Kirla Korina Santos Anderson (GICEP-IFPA)

  1. FESTIVAL BIXA (R)EXISTE: SEXUALIDADES, POLÍTICAS DO CORPO E PROTAGONISMO JUVENIL NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA.

Natália Conceição Silva Barros Cavalcanti (GICEP-IFPA)

 

GT8 – FOTOGRAFIA, ARTE E CULTURA – ATRAVESSAMENTOS VISUAIS E METODOLÓGICOS

A fotografia representa uma construção paradigmática entre o documento e a intervenção artística. Dessa forma a imagem como cultura visual representa uma crônica visual sobre determinado grupo social. A postura fotográfica é daquele que possui interesse sobre a coisa fotografada tal como é, numa espécie de cumplicidade com o que quer registrar e isso leva a uma postura metodológica de aproximação do grupo social e assim, reproduzir através da imagem determinada realidade. Pensar a fotografia apenas no âmbito da visualidade é limitar seu campo de potencialidades, pois, há uma construção do olhar a partir da cultura. É importante problematizar as imagens, seus suportes e metodologias na relação com a arte e a cultura, na forma de pensar a imagem como documento que visa registrar e apontar recortes sobre determinando comportamento ou estrutura social de determinada cultura. O presente GT visa refletir a fotografia para além do clique, na sua interação entre a construção do olhar do fotógrafo, que é um ente cultural, com as estruturas sociais que visa registrar. Por meio de perspectivas que visam dialogar não apenas através da imagem enquanto cadeia de significação, mas de seus aspectos metodológicos nesse diálogo, visto que ao fotógrafo pesquisador precisa efetivar determinados recortes, ângulos e etc. Essas escolhas representam perspectivas narrativas que levam a perceber determinadas realidades dentro de determinados grupos sociais.

Coordenadores:

Thiago Guimarães Azevedo – UFPA (azevedothiago81@gmail.com)
Raymundo Firmino de Oliveira Neto – UFPA (rfoliveiraneto@gmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. RETUMBANTE NATUREZA HUMANIZADA COMO A MEMÓRIA DA FLÂNERIE DA AMAZÔNIA EM LUIZ BRAGA.

Thiago Guimarães Azevedo (UFPA-Coordenador do GT)

  1. INSULADA: FOTOPERFORMANCES EM ILHAS DE BELÉM.

Analaura Corradi (UFRA)
Rosilene Cordeiro (UNAMA)
Pedro Olaia (UFPA)

  1. FOTOGRAFIA E A CONSTRUÇÃO DO OLHAR CRÍTICO. EXPERIÊNCIAS SENSÍVEIS NO MOVIMENTO FOTOGRÁFICO DE BELÉM/PARÁ.

Raoni Lourenço Arraes (UFPA)
Fábio Fonseca de Castro (UFPA)

  1. DIÁLOGOS ININTERRUPTOS DE ARTE, TERRITORIALIDADE E HISTÓRIA: O [ARQUIVO] DA COLEÇÃO AMAZONIANA DE ARTE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ.

Maria Christina Monteiro Barbosa (UFPA)

  1. A PERFORMANCE NO ATO FOTOGRÁFICO OU A “DANÇA” DO FOTÓGRAFO COM SUA MÁQUINA.

Simone Alves de Melo Machado (UFPA)

  1. FOTODIÁRIO, JANELAS DE VIDA E VIAGENS DE UM OLHAR NO BELÉM DO PARÁ: UMA EXPERIÊNCIA METODOLÓGICA NA FOTOGRAFIA DA RUA ATRAVÉS DO INSTAGRAM.

Maryori Katherine Cabrita Garcia (UFPA)

  1. FOTOGRAFIA PARAENSE: A PARTIR DO MÉTODO DA HISTÓRIA DE VIDA.

Thiago Guimarães Azevedo (UFPA)
Fernanda Lima da Silva (UEPA)
Ferdinando de Freitas Magalhães (UEPA)
Victória Letícia Teixeira Monteiro (UEPA)

  1. A IMAGEM E SEU POTENCIAL METAFÓRICO NA CONSTRUÇÃO DE NARRATIVAS DECOLONIAIS.

Diana Manrique García (UFRGS)

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. FOTOGRAFIA EM PRETO E BRANCO PUBLICADAS NO INSTAGRAM: ESTUDO SOBRE SUAS SENSAÇÕES.

Rodrigo Augusto de Sousa Cavalcante (UFSC)
Antonio Victor Lima Ferreira (Faculdade Estratego)
Alessandra Farias Vieira (Faculdade Estratego)

 

GT9 – IMAGEM, MEMÓRIA E NARRATIVA NA CONFIGURAÇÃO DE PAISAGENS URBANAS

Este GT visa discussões em torno da interface entre a antropologia visual e da imagem e a antropologia urbana. Abordaremos os temas imagem, memória e narrativa como imbricados na configuração das paisagens citadinas e reflexões sobre o fazer antropológico que tem a urbe como locus de interlocução. Temos como base o urbano na Amazônia, permeado de fluxos e fronteiras que atualizam formas de sociabilidades praticadas entremeando caminhos de água e terra. Acolhemos trabalhos que apresentem: Estudos sobre imagens e suas constantes re-criações e re-signicações na experiência espaço-temporal; Resultados do exercício antropológico na cidade a partir das narrativas que a constituem; Experimentações no campo das narrativas etnográficas em diferentes linguagens; Reflexões sobre como o trabalho com/através de imagens acrescenta ao debate em torno da matriz teórico-metodológico da antropologia. As múltiplas realidades que se harmonizam e tensionam constituem as cidades narradas de forma heterogênea e complexa, compõem os sentidos do estar ali configurando cotidianamente, coletivamente as paisagens. Propomos um espaço de diálogo sobre cidades na Amazônia, suas diferentes abordagens e o fazer antropológico enquanto produção intelectual e cultural com compromisso ético de construção e partilha de um conhecimento coletivo. Contribuindo à narrativas sobre as paisagens urbanas Amazônicas, engajadas em um paradigma teórico de caráter sensível e orientado por uma estética-ética.

Coordenadores:

Terezinha de Fátima Ribeiro Bassalo – PPGSA – UFPA (terribeiro3@gmail.com)
Lanna Beatriz Lima Peixoto – UFPA – PPGSA (lanna.blp@gmail.com)
Manoel Cláudio Mendes Gonçalves da Rocha – UFRGS
Silvia Lilia Silva Sousa – UFPA

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. “O ARQUIVO ACONTECE ENQUANTO CAMINHAMOS: A AÇÃO POÉTICA NOS ACERVOS DE GERALDO RAMOS A PARTIR DA IMERSÃO NAS PAISAGENS CITADINAS”.

Maria Madalena Felinto Pinho Ramos (PPGARTES/UFPA)

  1. “PAISAGENS CIBORGUES: AS FIGURAÇÕES DE BELÉM NOS VÍDEOS DO YOUTUBER LUAN POFFO”.

Gleidson Wirllen Bezerra Gomes (PPGSA/UFPA)

  1. “PUTAS, CORPOS, PERFORMANCES E AS PAISAGENS URBANAS”.

Jean Roberto Pacheco Pereira (PPGSA/UFPA)

  1. “IR E VIR: O RIO OIAPOQUE E SEUS FLUXOS”.

Francisco de Assis Beserra Wanderley Junior (UFPA)

  1. “UMA COLEÇÃO DE CASTANHEIRAS POSSÍVEIS”.

Cinthya Marques do Nascimento (PPGARTES/UFPA)

  1. “QUANDO UM RIO DE GENTE INVADE BELÉM: UMA RELEITURA ETNOGRÁFICA DA CABANAGEM NO CÍRIO DE NAZARÉ”.

Agnaldo Aires Rabelo (PPGSA/UFPA)

  1. “A REPRESENTAÇÃO IMPRESSA DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ: O CARTAZ DO CÍRIO COMO FORMA DE IDENTIDADE REGIONAL PARAENSE E MEMÓRIA VISUAL”.

Willa Da Silva dos Prazeres (PPGCR/UEPA)

  1. “BATALHA DE SÃO BRÁS: ESPAÇO, MÚSICA E PAISAGEM NA BELÉM CONTEMPORÂNEA ATRAVÉS DAS FOTOS DE MAYCON NUNES”.

Victória Costa (PPGA/UFPA)

Enderson Oliveira (PPGSA/UFPA)

  1. A IMAGEM CONSTRUÍDA DA CIDADE DE BELÉM NA OBRA “O NATURALISTA NO RIO AMAZONAS DE HENRY WALTER BATES”.

Márcio Sousa da Silva (UFPA)
Tony Welliton da Silva Vilhena (PPGCR/UEPA)

  1. “FESTAS QUILOMBOLAS E A CONSTRUÇÃO DE IMAGINÁRIOS, IMAGENS E PAISAGENS ENTRE AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE SALVATERRA –MARAJÓ – PARÁ”.

Petronio Medeiros (PPGSA/UFPA)

  1. “ENTRE QUILOMBO E CIDADE: OS CAMINHOS QUE LEVAM AO QUILOMBO DE MANGUEIRAS – SALVATERRA – PARÁ”.

Rafael Paiva de Oliveira Diaz (PPGSA/UFPA)

  1. IMAGENS, IMAGINÁRIOS E NARRATIVAS DAS ÁGUAS NO ANTROPOCENO: O CASO DO PARQUE ESTADUAL DO UTINGA (BELÉM – PA)”.

Matheus Henrique Pereirada Silva (PPGSA-UFPA)
Cícero de Oliveira Pedrosa Neto (PPGSA-UFPA)
Enderson Geraldo de Souza Oliveira (PPGSA/UFPA)

  1. O RANCHO NAS RUAS E AS RUAS NO RANCHO: SOCIABILIDADE FESTIVA NA ESCOLA DE SAMBA RANCHO NÃO POSSO ME AMOFINÁ”.

Tatiane do Socorro Correa Teixeira (PPGSA/UFPA)

  1. “O PROTAGONISMO DE MULHERES GRAFITEIRAS NA FORMAÇÃO DA PAISAGEM URBANA DE BELÉM-PA”.

Leidiane Maciel Leal (UFPA)

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. “REEDUCANDOS: UM ESTUDO SOBRE NARRATIVAS E TRAJETÓRIAS DE ADOLESCENTES-INFRATORES NA CIDADE DE BELÉM (PA)”.

Ana Paula Nunes Ferreira (UFPA)

 

GT10 – REPRESENTAÇÕES E IMAGENS SOBRE ÁFRICA E AMAZÔNIA E POPULAÇÕES NEGRAS AFRICANAS E AFRO-AMAZÔNIDAS PARAENSE

A situação colonial foi caraterizada por uma lógica dicotômica que colocava as populações negras africanas numa posição de “resíduos de homens”, “corpos bárbaros” à espera do auxílio de “homens derradeiros”, brancos europeus detentores da lei, direito e da civilização (MBEMBE, 2014). A reedição para o tempo presente dessas lógicas coloniais e suas formas de discriminações raciais, acirradas pelas atuais ondas migratórias tornam esse debate ainda oportuno. No contexto amazônico paraense, ainda, prevalece uma visão mítica e estereotipada de que na Amazônia “só tem índio”. O que escamoteia a realidade de um cenário e pessoas marcados por tradições afro-amazônicas. Negras e negros ao desembarcarem no Brasil ganham automaticamente o rótulo que os generaliza por que “se tornam africanos”, acionando jogos identitários raciais, de gênero e continentais. O interesse é salientar de como a raça e o gênero foram inseridos pelo sistema modernocolonial de gênero (LUGONES, 2014). Esse GT acolhe artigos de base empírica e/ou teórica, experiências etnográficas e ensaios fotográficos que problematizam a relação perversa entre imagens, representações e estereótipos, ao explorar a relevância de recursos audiovisuais na construção de novos sentidos, novas narrativas não só sobre África e africanos muito vistos em condição de “migração temporária” na capital paraense, mas também sobre os imaginários que permeiam sobre Amazônia, dentro e fora dela, acerca de mulheres e homens afro-amazônidas.

Coordenadores:

Monica Conrado – UFPA (monicaconrado6@gmail.com)
Albino José Eusébio – PPGSA/UFPA (albinoeusebio@outlook.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. A SAÚDE DE NOSSOS QUINTAIS: PARTEIRAS QUILOMBOLAS E RELAÇÕES DE TERRITORIALIDADES EM ITACOÃ- MIRIM (ACARÁ- PA).

Alik Nascimento de Araújo

  1. GRUPO DE MULHERES NEGRAS MÃE ANDRESA: UM OLHAR À CONSTRUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES NEGRAS A PARTIR DE SUAS VIVÊNCIAS, EXPERIÊNCIAS E POSICIONALIDADES.

Marjorie Evelyn Maranhão Silva

  1. HERDEIROS DO AMANHÃ E CONDENADOS DO ONTEM: ANÁLISE DE CORPOS (IN) VISÍVEIS EM CONDIÇÕES VULNERÁVEIS EM LUANDA.

Osmilde Augusto Miranda

  1. IMAGENS DO NEGRO NA AMAZÔNIA: A CONSTRUÇÃO DO PASSADO E DO FUTURO.

Luana Beatriz Lima Peixoto
Camila Aranha dos Reis

  1. O FEMINISMO NEGRO AFROAMAZÔNIDA COMO MARCA DE IDENTIDADE DAS MULHERES NEGRAS NA AMAZÔNIA.

Flávia Andrea Sepeda Ribeiro
Flávia Danielle da Silva Câmara

  1. GÊNERO E POLÍTICA: UMA REFLEXÃO SOBRE A REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR FEMININA NA ÁFRICA AUSTRAL (2002-2017).

Bitone Viage

  1. OS DESAFIOS DA MIGRAÇÃO FRENTE AOS ESTEREÓTIPOS DE RAÇA E GÊNERO NA AMAZÔNIA

Anna Caroline Ferreira Lisboa (PPGD-UFPA)

  1. REPRESENTAÇÕES E IMAGENS QUILOMBOLAS

Maria Luiza Carvalho Nunes (Coordenadora do Núcleo de Apoio as Comunidades Negras Indígenas e Remanescentes de Quilombo da Casa Civil do Governo do Estado do Pará e do CEDENPA) – Ensaio Fotográfico

  1. OS INVISÍVEIS DO DESENVOLVIMENTO: UMA LENTE SOBRE O COTIDIANO DAS POPULAÇÕES COMPULSORIAMENTE DESLOCADAS PARA COMUNIDADE DE CATEME, EM MOATIZE, MOÇAMBIQUE

Albino José Eusébio (UFPA) – Ensaio Fotográfico

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. AS PARTEIRAS E OS DIREITOS CONSTITUCIONAIS À SAÚDE DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS: O CASO DE ITACOÃ- MIRIM (ACARÁ/ PA).

Alik Nascimento de Araújo (Discente doutorado PPGSA, FIBRA, SEMED- Acará)
Eduarda Cavalcante Moraes (Discente Enfermagem- FIBRA)
Kellven Rivas de Oliveira Pardauil (Discente Enfermagem- FIBRA)
Lenna Karlla Dias Dantas (Discente Enfermagem- FIBRA)

  1. DIÁSPORAS NA EDUCAÇÃO: DISCENTES QUILOMBOLAS DO ACARÁ NA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO EDGAR PINHEIRO PORTO (BELÉM- PARÁ).

Alik Nascimento de Araújo (Discente doutorado PPGSA, docente FIBRA, SEMED- Acará)
Juliana Brenda Lima da Silva (discente história FIBRA)
Luan Veloso da Silva (discente história FIBRA)
Matheus Portal Manito (discente história FIBRA)
Vinícius Machado Ferreira (discente história FIBRA)

 

GT11 – ANTROPOLOGIA GRÁFICA E VISUAL NA PERCEPÇÃO DO AMBIENTE

O objetivo deste GT é fazer uma discussão de experiências em torno da Antropologia Gráfica e Antropologia Visual nos mais variados contextos. Desta forma, pretende-se tomar as textualidades, gravuras, cartografias, pinturas corporais, desenhos e várias outras possibilidades de imagens na percepção do “Ambiente-mundo”, saindo das dualidades epistemológicas ocidentais como práticas decoloniais. Nesta perspectiva serão bem vindos trabalhos com temas sobre populações tradicionais, religiosidades, xamanismo tradicional e urbano.

Coordenadoras:

Gisela Macambira Villacorta – UNIFESSPA/PPGEAA UFPA (gisavillacorta@gmail.com)
Sônia Cristina de Albuquerque Vieira – UEPA/FIBRA (soniacristinav@hotmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. POR UMA EPSTEMOLOGIA DO SANTO: A CRIAÇÃO DO CONHECIMENTO DENTRO DOS TERREIROS A PARTIR DO CULTO ÀS FOLHAS.

Rafael Santos Ribeiro – Programa de Pós-Graduação em Estudos Antrópicos na Amazônia (PPGEAA/UFPA)

  1. DESENHANDO O “AMBIENTE-MUNDO” COM A AYAHUASCA.

Maria Lúcia da Silva Coelho – Programa de Pós-Graduação em Estudos Antrópicos na Amazônia (PPGEAA/UFPA)

  1. “NO TRAJETO DAS ÁGUAS, SOBRE OS SULCOS DOS RIOS. O PROTAGONISMO FEMININO NA GRAVURA CONTEMPORÂNEA AMAZÔNICA”.

Glauce Patrícia da Silva Santos – Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES-ICA-UFPA)

  1. “A SEMENTE, A ÁRVORE E O ENCANTADO: A TRANSUBSTANCIAÇÃO NA PERSPECTIVA KALANKÓ”.

José Moisés de Oliveira Silva – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/ICS/UFAL)

  1. “A COMUNIDADE TRADICIONAL DA NIGÉRIA: OS YORUBAS”.

Géraldine Fifamè Dona Fadairo – Administração/Universidade Federal do Pará

  1. “IMAGEM, CORPO, PAPEL: UMA APROXIMAÇÃO AO ACERVO LUX VIDAL DE PINTURAS CORPORAIS KAYAPÓ-XIKRIN”.

Bruna Keese dos Santos – Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (USP)

  1. “CURANDEIRIA E CURA: UM AMBIENTE-MUNDO RELIGIOSO NA AMAZÔNIA RIBEIRINHA ORIENTAL PARAENSE”.

Lucielma Lobato Silva – Programa de pós-graduação em Antropologia/UFPA/SEDUC

  1. “SABERES SAGRADOS: MATERIALIZANDO A GARRAFADA”.

Giovanna Luiza Santos Vale – Ciências Sociais/Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. “PAREIDOLIA, PERCEPÇÃO E AMBIENTE”.

– Delcio Saraiva dos Santos – Ciências Sociais/Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA)

  1. “ENCANTARIA E PAJELANÇA NA ILHA DE COLARES/PA: NAS TRILHAS DA MUSEOLOGIA”.

Ana Cristina Souza – Museologia/Universidade Federal do Pará

  1. “PROCESSO ARTÍSTICO DA OBRA SALUBÁ NANÃ DO ARTISTA JEAN RIBEIRO”.

Glauce Patrícia da Silva Santos – Programa de Pós-Graduação em Artes (PPGARTES-ICA-UFPA)

  1. “O SAGRADO FEMININO NA PERCEPÇÃO DO SANTO DAIME”.

Roberta Cruz Correia – Ciências sociais/Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

  1. “CRISTIANISMO CELESTE NA ÁFRICA”.

Rufine Azonsivo – Universidade Federal do Pará

  1. “TECIDOS AFRICANOS NA ANTROPOLOGIA VISUAL”.

Israël Sèwanou Hounsou – Universidade Federal do Pará

GT12 – MUSICALIDADES, ESPACIALIDADES E IMAGENS

Neste Grupo de Trabalho buscamos realizar uma discussão aproximativa da relação mutuamente constitutiva entre musicalidades, espacialidades e imagens. Particularmente situado na confluência entre a antropologia urbana, a antropologia da música e a antropologia audiovisual, este GT busca reunir pesquisas em andamentos ou concluídas que discutam, sobretudo, as musicalidades, as espacialidades e as imagens como categorias conceituais, metodológicas e interpretativas da realidade social. Para, assim, construirmos um quadro representativo das principais abordagens teóricas e experiências de pesquisas empíricas sobre a articulação analítica proposta.

Coordenadores:

Chiara Albino – PPGAS/UFSC (tarsila.chiara@gmail.com)
Lisabete Coradini – NAVIS/PPGAS/UFRN (lisacoradini@gmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. PAISAGENS AMAZÔNICAS DA/NA MUSICALIDADE LOCAL: A CENA DA CANÇÃO POPULAR DE BELÉM DO PARÁ E A NARRATIVA IMAGÉTICA – UM ESTUDO DE ANTROPOLOGIA VISUAL.

Nélio Ribeiro Moreira (PPGSA/UFPA)

  1. CATALENDAS: MITOPOÉTICA AMAZÔNICA NA PROGRAMAÇÃO TELEVISIVA INFANTIL.

Anayse de Fatima Santos da Silva (UFPA)
Silvia Sueli Santos da Silva (IFPA)

  1. PAISAGEM SONORA DE BELÉM DO PARÁ: ASPECTOS E REGISTROS DOS SONS URBANOS NO SÉCULO XX ATÉ OS DIAS DE HOJE.

Jonas Monteiro Arraes (UEPA e UNICAMP)

  1. VOGUE BIKE, CABRA FÊMEA E OUTROS HORIZONTES SUBVERSIVOS NAS PAISAGENS DO FORRÓ NORDESTINO.

Ribamar José de Oliveira Júnior (PPGCS/UFRN)

Leonardo Lemos Zaiatz (UFCA)

  1. IMAGENS DO NORDESTE NO FORRÓ TRANSNACIONAL.

Sara Nuño de la Rosa (NAVIS/PPGAS/UFRN)

  1. SOBRE PAISAGENS SONORAS E OCUPAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO PELAS BANDAS DE RUA.

Lucimara Rett (ECO/UFRJ)

  1. “MÚSICA BRASILEIRA IMPERECÍVEL E DE RUA” – NOTAS ETNOGRÁFICAS SOBRE A TERÇA DO VINIL EM RECIFE, PE.

Chiara Albino (PPGAS/UFSC)

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. QUEM SÃO ELES? A BUSCA COLETIVA DE MEMÓRIAS DE EXPRESSÕES MUSICAIS NO BAIXO AMAZONAS.

Pedro Jorge Alcantara (UFOPA)
Liendria Marla Malcher Silva (UFOPA)
Luciana França (UFOPA)

 

GT13 – RELIGIOSIDADES DA E NA AMAZÔNIA: DECOLONIDADE, RESISTÊNCIAS E RESSIGNICAÇÕES

As pesquisas sobre as religiosidades na Amazônia estão presentes desde início do desenvolvimento da Antropologia nesta região, e permanece sendo um dos temas mais recorrentes e relevantes. Grandes nomes da nossa Antropologia como Arthur Napoleão Figueiredo, Eduardo Galvão, Anaíza Vergolino e Raymundo Heraldo Maués entre outros pesquisaram e/ou pesquisam as diversas religiões e religiosidades especialmente as encontradas na Amazônia Paraense. E a imagem é elemento presente e fundamental neste campo de pesquisa atuando junto ao forte apelo simbólico, ético, estético e político da temática. Cabe ressaltar que os pesquisadores acima referidos atuaram no sentido de formar importantes acervos museológicos e áudio-visuais. Neste GT pretendemos reunir trabalhos que tratem nas diversas perspectivas e recortes as várias religiões e religiosidades amazônicas, suas marcas coloniais e seus processos de decolonialidade tanto na prática dos éis quando na construção da pesquisa, seja na etnografia ou na utilização e desenvolvimento de teorias que rompam com o olhar etnocêntrico sobre o tema e que utilizem as imagens nas suas múltiplas concepções e possibilidades.

Coordenadoras:

Mariana Pamplona Ximenes Ponte – UFPA (marianapxp@yahoo.com.br)
Taissa Tavernard de Luca – UEPA (taissaluca@gmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. UM OLHAR POR ENTRE OS CICLOS DA MANDIOCA AO FAZER-SE PATO NO TUCUPI E MANIÇOBA NO ALMOÇO DO CÍRIO DE NAZARÉ.

Miguel de Nazaré Brito Picanço

  1. A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA (MPB) COMO MEIO DE RESISTÊNCIA AO DESRESPEITO ÀS RELIGIÕES AFRO BRASILEIRAS.

Devison Amorim do Nascimento

  1. A FESTA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM ABAETETUBA: SENTIDOS E SIGNIFICADOS DO FESTEJAR.

Athara Santos Rodrigues
Tatiane do Socorro Correa Teixeira

  1. O ATUAR DOS ENCANTADOS NA ETNOGRAFIA FÍLMICA: APROPRIAÇÕES TEÓRICAS INICIAIS.

Juliana Loureiro

  1. PRÁTICAS EDUCATIVAS DA PAJELANÇA: ENTRE IMAGENS, SABERES E RESISTÊNCIA.

Thaís Tavares Nogueira

  1. PAIXÃO, CORPO E ORAÇÃO: APONTAMENTOS ETNOGRÁFICOS SOBRE O SACRIFÍCIO DE CATÓLICOS E AFRORRELIGIOSOS DURANTE A PEREGRINAÇÃO DA VISITA AS SETE IGREJAS NA SEXTA-FEIRA SANTA DE BELÉM DO PARÁ.

Juscelio Mauro Pantoja

  1. ‘VEJA’- AS VELHAS IMAGENS COM REPETITIVAS ROUPAGENS ACERCA DE UM LÍDER AFRO-RELIGIOSO NO MARANHÃO: WILSON NONATO DE SOUZA-BITA DO BARÃO.

Gerson Carlos P. Lindoso
Luciana Railza Cunha Alves
Christiane de Fátima Silva Mota

  1. CENAS PER-FORM@TIVAS, CINEMA MEMORIAL, IMAGENS CORPOGRÁFICAS: #FEITIÇO IN PROGRESS.

Francisco Weil
Mateus Moura
Rosilene Cordeiro

  1. DOM JOÃO REI DO CUTELO: DA NOBREZA PORTUGUESA À MEMÓRIA DO REINO DO CONGO.

Taissa Tavernard de Lucca

  1. VISUALIDADES, ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO: O OLHAR ETNOGRÁFICO E DESCOLONIZADO ACERCA DA MEMÓRIA IMAGÉTICA DOS PROCESSOS EDUCATIVOS EM UM ESPAÇO AFRO RELIGIOSO DE UMA NAÇÃO KETU NA AMAZÔNIA.

Gisele Nascimento Barroso

  1. HISTÓRIA, MEMÓRIA E AUTOBIOGRAFIA NA TRAJETÓRIA DE VIDA DE MARIA LUIZA: ANALISE DO DOCUMENTÁRIO : “QUEM PASSOU PRIMEIRO FOI SÃO BENEDITO”.

Pablo Gabriel Pinto Monteiro

  1. A IMAGEM E RELIGIOSIDADE DOS ALIMENTOS DO SANTO PRETO: ENSAIO DE UMA ETNOGRAFIA EM BRAGANÇA-PA.

Nalton Rodrigues Caminha

  1. O ISLÃ NA AMAZÔNIA PARAENSE: MUÇULMANA SUNITA NO PASSADO E NO PRESENTE.

Heloisa Maria Paes de Souza

  1. A FESTIVIDADE DO DIVINO ESPÍRITO SANTO E SUA RESISTÊNCIA CULTURAL, UMA ANÁLISE DO RITUAL (VILA ESPÍRITO SANTO-MARABÁ-PÁ).

Priscila Dias Pinto

  1. ARTE E EXPRESSÃO RELIGIOSA NO AMAPÁ: UM OLHAR A PARTIR DO GRAFISMO.

Taissa Tavernard de Luca
Valter dos Santos Vieira

APRESENTAÇÃO EM PÔSTER

  1. ESTUDO SOBRE RAÍZES PAGÃS GRECO-ROMANAS EM FESTIVIDADES DA PARÓQUIA SÃO PEDRO.

Dhafne Fabiana de O.Braga
Maria Roseli S. Santos

 

GT14 – SEXUALIDADES MÚLTIPLAS EM CONTEXTOS CONTEMPORÂNEOS

As últimas décadas têm sido marcadas por significativas mudanças nas experiências de sexualidades impondo a necessidade de resignificação das representações de gênero na nossa sociedade. Neste sentido, a proposta deste grupo é oportunizar o diálogo e o debate acadêmico em torno de pesquisas, em andamento ou concluídas, que privilegiem em suas análises o campo das sexualidades múltiplas em suas diversas expressões na contemporaneidade. Consideramos que as sexualidades se constroem e reconstroem, continuamente, e que diversas instâncias e instituições sociais produzem discursos e práticas que se impõem como hegemônicas e, desta forma, instituem o “normal” e o “anormal”; por outro, numa espécie de contrafluxo novas formas de pensar e viver esses campos são produzidas e questionam o que foi instituído gerando dissidências e tensionamentos. Temos interesse em trabalhos que enfoquem a atualidade das práticas sexuais em campos diversos do conhecimento e que dialoguem com a antropologia visual e da imagem em suas mais diversas expressões seja fílmica, imagética, midiática, todas elas relevantes como uma rica fonte de registro, problematização e interpretação da vida social. Temos interesse em trabalhos que enfoquem a atualidade das práticas sexuais em campos diversos do conhecimento e que dialoguem com a antropologia visual e da imagem em suas mais diversas expressões seja fílmica, imagética, midiática, todas elas relevantes como uma rica fonte de registro, problematização e interpretação da vida social.

Coordenadoras:

Telma Amaral Gonçalves – UFPA (telmaral@ufpa.br)
Ana Lídia Nauar – UFPA (nauar_4@hotmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. “SOPHIA”.

Pedro Olaia

2.”QUEM CHORA PELAS BICHAS? AS MARCAS QUEIMADAS A FERRO NA PELE/CORPO DE BICHAS PRETAS”.

Andrey Rodrigues Chagas

  1. O “CIRCUITO GAY” E A ETNOGRAFIA DA PARADA LGBT DE SOURE (MARAJÓ/PARÁ).

Wladirson Cardoso

  1. “A DOR COMO UMBRAL INICIÁTICO NOS PROCESSOS CRIATIVOS E UMA APROXIMAÇÃO À PRÁTICA ARTISTICA QUE NASCEU DO ASSÉDIO E DA VIOLÊNCIA SEXUAL”.

Maryori Catherine Cabrita Garcia

 

GT15 – IMAGEM E MEMÓRIA

Este gt recebe trabalhos que tratem das possibilidades de relações entre imagem e memória. Pesquisas que tratem da capacidade da imagem despertar, acionar – (re)-organizar – a memória, as emoções, os pensamentos: individual e coletiva. Pretende-se discutir as limitações e possibilidades de utilização de recursos imagéticos em pesquisas com grupos socioculturais específicos. Os caminhos que a memória pode se relacionar com o suporte imagético proporcionando debates sobre as potencialidades da linguagem através da imagem, diálogos entre narrativas orais e a imagem, no âmbito de estudos sobre a contemporaneidade e os novos procedimentos de construção de sentido, considerando a imagem como uma forma expressiva significativa da nossa época, com toda sua complexidade.

Coordenadores:

Alessandro Ricardo Campos – UFPA (ricardocamps52@gmail.com)
Etienne Samain – UNICAMP (etienne.samain@gmail.com)

RESUMOS APROVADOS

APRESENTAÇÃO ORAL

  1. FOTOGRAFIAS ETNOGRÁFICAS: MARCADORES DE MEMÓRIA ENTRE OS GAVIÃO DO PARÁ.

Ana Paula de Souza Fernandes

  1. IMAGENS GUARDADAS: AS FOTOGRAFIAS DA FESTA DE IEMANJÁ DE SIMONE SIMÕES.

Jean Souza dos Anjos
Antonio George Lopes Paulino

  1. ACADEMIA AMAZÔNIA: MEMÓRIAS E NARRATIVAS VISUAIS SOBRE A AMAZÔNIA PARAENSE.

Alda Costa

  1. CATALENDAS: MITOPOÉTICA AMAZÔNICA DO AUDIOVISUAL À EXPOSIÇÃO MUSEOLÓGICA.

Anayse de Fatima da Silva

  1. ENTRE MEMÓRIAS E IMAGENS: O BRINCAR NA BELÉM DO PARÁ DE ANTIGAMENTE.

Guthemberg Felipe Martins Nery
Nazaré Cristina Carvalho

  1. FOTOGRAFIA E MEMÓRIA

Ligia Sigmonian

  1. FOTOGRAFIAS E AUTORRETRATOS NO FORTE DO PRESÉPIO EM BELÉM – PA: REFLEXÕES ACERCA DAS PERFORMANCES SOCIAIS DOS VISITANTES NO ESPAÇO PATRIMONIALIZADO URBANO.

Nadison Gomes de Oliveira
Rosangela Marques de Britto

  1. LEVANTES AMAZÔNICOS: DIMENSÕES ESTÉTICAS E POLÍTICAS DAS IMAGENS DA RESISTÊNCIA.

Leandro Lage

  1. MEMÓRIAS E IMAGENS: CONTRIBUIÇÕES DAS NARRATIVAS E IMAGENS PARA A RECONSTITUIÇÃO DA COLÔNIA DE MARITUBA/PA.

Moisés Levy Pinto Cristo
Maria do Perpétuo S. G. A. de França

  1. MULHERES CIENTISTAS DA AMAZÔNIA (XIX E XX): MEMÓRIAS EM FOTOGRAFIAS DE ELIZABETH AGASSIZ, EMÍLIA SNETHLAGE E HELOISA ALBERTO TORRES.

Diana Priscila Alberto

  1. OLHARES CURIOSOS: ANTROPOLOGIA VISUAL E O USO DE IMAGENS PARA A CRIAÇÃO DE UMA NOVA “MEMÓRIA” SOBRE ANCESTRALIDADE AFRICANA.

Hilton P. Silva

 

GT16 – MODA, CORPO E CONSUMO: RELAÇÕES MIMÉTICAS E SEMÂNTICAS DO VISUAL

Este Grupo de Trabalho objetiva investigar os códigos e signos visuais que configuram à rede de significados regulatórios de nosso comportamento e que auxiliam na construção de nossas identidades a partir do fenômeno social da Moda, das experiências sociais do Corpo e de uma semântica estética do Consumo. A partir de categorias como “Museu Autobiográfico”, “Narrativas do Vestir”, “Corpo na Moda”, “Consumismo Identitário” dentre outros, e à luz da antropologia visual, pretende-se perceber os imagéticos da cultura material e visual da casa, das coisas, dos objetos, das experiências vestimentares, dos acessórios, dos adornos corporais, assim como estes deixam de ser elementos que concorrem entre si, mas que revelam valores afetivos e culturais e que adquirem semânticas ao serem introduzidas no cotidiano das pessoas. O GT procurará inquirir as distintas potências ativadas pelo uso das roupas, do corpo e das escolhas de consumo que vão desde as memórias que vão se aglutinando nas peças até os dispositivos de esquecimento presentes em trajes que provocam a mimese com a paisagem. As roupas e as performances corporais serão abordadas a partir de vivências pessoais e leituras teóricas com uma metodologia que relaciona vozes dissonantes e que não hierarquiza as fontes de pesquisa. Por meio de exemplos da fotografia, pinturas, sketchbooks, croquis, ilustrações, roupas, figurinos, tatuagens, adornos visuais, manualidades de moda, linguagens artísticas e da literatura, procuraremos perceber narrativas que exploram a relação do usuário com o seu traje, seu corpo e suas predileções de consumo. Vestimos e adornamos nossos corpos através do consumo de experiências visuais e discursivas, como num jogo cuja principal regra é atravessar as camadas nas quais estamos soterrados e encontrar estratégias para nos conectarmos. Nesse sentido, as roupas, os acessórios e adornos que transculturalizam nossos corpos, são nossos cúmplices nessa travessia.

Coordenador:

Rui Jorge Moraes Martins Jr – UEPA, ESMAC, ESAMAZ, SEDUC (rui_junior1977@hotmail.com)

III ENCONTRO DE ANTROPOLOGIA VISUAL DA AMÉRICA AMAZÔNICA-EAVAAM

 

GTS APROVADOS

Atenção

Todos os coordenadores e coordenadoras dos Gts aprovados devem efetivar sua inscrição no site do evento. Os resumos devem ser enviados diretamente aos coordenadores dos Gts, via e-mail, seguindo os prazos abaixo:

 

01/06/2018 até 15/07/2018 Submissão de resumos para os GTs
20/07/2018 Divulgação dos resumos aprovados nos GTs
21/07/2018 até 02/09/2018 Envio dos trabalhos completos para as/os coordenadoras/es dos GTs
Até 10/09/2018 Envio das sessões dos GTs com respectivas/os debatedoras/es (quando houver) pelas/os coordenadoras/es dos GTs
A partir de 11/09/2018 Programação completa dos GTs

 

 

 

Grupos de Trabalhos Aprovados – III EAVAAM

 

GT1 – CORPOS, GÊNEROS E IMAGENS NA COMUNICAÇÃO

 

Este Grupo de Trabalho, em sua terceira edição, procura dar continuidade aos debates acerca das imagens corporais e dos gêneros em aportes midiáticos, considerando a interseccionalidade entre eles e/ou com demais marcadores da diferença e da diversidade como a cor da pele, a geração, a religiosidade, a nacionalidade, o status social etc. Assim, em geral, questiona-se: Quais corpos são (in)visibilizados nas capas de revistas, no cinema, nas telenovelas, no entretenimento, nas reportagens, nas peças publicitárias dentre outros meios de comunicação e de interação social? De que forma questões relativas aos gêneros são pensadas e representadas em mídias onde a imagem visual é necessária? Visa-se, ainda, neste GT, (re)examinar o papel dos operadores da comunicação (Oliveira Júnior 2012), refletindo a respeito dos silenciamentos e das possibilidades de inclusão da multiplicidade de corpos e modos de ser, bem como do reforço ou não de estereótipos relacionados aos gêneros e às corporeidades que se apresentam hodiernamente nos trabalhos elaborados por esses agentes sociais.

 

Coordenadores:

Edyr Batista de Oliveira Júnior – GEPEM/UFPA (edyroliveirajunior@gmail.com)

Manuela do Corral Vieira – UFPA (manuelacorralv@yahoo.com.br)

 

 

GT2 – AS CIDADES VIVIDAS E AS SUAS REPRESENTAÇÕES IMAGÉTICAS: OLHARES, TECNOLOGIAS E EXPERIÊNCIAS DE PESQUISA

 

A cidade pode ser vista, captada, vivida e entendida, certamente, por perspectivas diversas. Partindo dessa afirmativa, o presente GT tem como objetivo problematizar as várias maneiras de ver-registrar e ter a experiência urbana no âmbito da pesquisa. Nesse sentido, a relação cidade- imagem é um ponto de partida para explorarmos as mais diversas formas de observar, representar e se autoreconhecer nas ruas, praças, bairros, manifestações políticas, culturais e na diversidade dos dramas e itinerários cotidianos. Assim, serão bem vindos trabalhos concluídos, e pesquisas em andamento, nas áreas da antropologia, sociologia, história, literatura, geografia e comunicação cujos aspectos teórico-metodológicos tomem as imagens urbanas nos mais diversos sentidos e suportes (fotográfico multimídia e vídeo). Enfim, mais do que registros ilustrativos, elas são consideradas aqui como possibilidade de reflexão sobre questões como: o acesso a cidade, as (auto) representações de determinados grupos, relação individuo-sociedade, visibilização, invisibilização social, tecnologias de mediação da experiência urbana e relações de poder.

 

Coordenadores:

Jesus Marmanillo Pereira –  UFMA (jesusmarmanillo@hotmail.com)

Luciano Magnus de Araújo – Universidade Federal do Macapá (lucaraujo3@gmail.com)

 

 

 

GT3 – MEDIAÇÕES DE LINGUAGENS: PALAVRAS E IMAGENS NA ESCRITURA ETNOGRÁFICA

 

A construção, socialização e discussão de pesquisas etnográficas, ou em andamento, apresentam elementos de expressões coletivas e individuais que avançam para além da utilização fechada de linguagens e códigos de comunicação. Estamos diante de um fenômeno hodierno, que articula e reconfigura as linguagens verbais e não-verbais, para que consigam adentrar nos espaços midiáticos e de grande repercussão na sociedade, pois o registro antes assumido como simples forma secundária de informação hoje é compreendido como possibilidade de expor posições políticas e construções de identidades étnicas. Desde Malinowski a Victor Turner, a escritura etnográfica adquiriu nuances que determinaram uma nova compreensão do que seja a escrita em antropologia, agora constituída por amplificação recíproca (Barthes, 1990) entre palavra e imagem, com suas consequentes conotações perceptiva, cognitiva e ideológica. Assim o objetivo deste grupo de trabalho é debater as potencialidades de mediação e de conformações de registro entre as linguagens audiovisual e escrita, na etnografia, no âmbito de estudos sobre narrativas em registros verbais e não-verbais. Para tanto, serão aceitos estudos e experimentações que tenham o vídeo, a fotografia, os textos etnográficos e literários, como objetos de análise e interpretações, desde que apresentem e representem essas mediações, reveladora de utopias e distopias, originadas em diversas formas de coletividades.

 

Coordenadores:

Daniel dos Santos Fernandes – UFPA (dasafe@msn.com)

José Guilherme dos Santos Fernandes – UFPA (mojuim@uol.com.br)

 

 

 

GT4 – CIRCULARIDADES E VISUALIDADES CULTURAIS AMAZÔNICAS

 

Considerando o campo da Antropologia Visual como um campo multidisciplinar onde se cruzam diversas práticas de pesquisa e experiências estético-sensoriais contemporâneas, propomos aqui atrair os olhares, sensibilidades e reflexões sobre os processos de produção e circulação das manifestações e experimentações simbólico-rituais, como formas de expressão e comunicação, assim como modos de produção, reprodução ou resistência cultural de grupos, povos ou coletivos amazônicos, conforme suas identificações. Vislumbramos os rituais contemporâneos, em suas variadas formas e conteúdos, múltiplos sentidos e funções expressivo-comunicativas, que se expressam por meio de práticas e performances rituais/coletivas que conectam, sem dissolver, os espaços e tempos de celebração festiva e vida cotidiana. Neste contexto, importa um olhar sobre as relações de reciprocidade e formas de sociabilidades que criam tipos específicos de agrupamentos culturais cujos laços de afeto permitem um exercício interpretativo sobre as questões que envolvem os sentidos, o gosto e a estética que são atualizados na vida ordinária de (r)existência das manifestações culturais. Em suma, propõe-se um espaço de debate a partir de trabalhos que abordem a maneira pela qual a (re)produção de experiências festivas podem configurar centralidades comunicacionais geradoras de sentidos no contexto dos rituais contemporâneos de práticas culturais performaticamente elaboradas por coletivos e indivíduos na região amazônica.

 

Coordenadores:

Carmem Izabel Rodrigues – UFPA (ciizbel@gmail.com)

Edgar Monteiro Chagas Junior – UNAMA (edgarchagas@yahoo.com.br)

 

 

 

GT5 – POVOS INDÍGENAS NO FOCO DAS LENTES ANTROPOLÓGICAS

 

O Grupo de Trabalho terá como eixo central de discussão questões relacionadas à visibilidade indígena em seus diversos aspectos. Portanto, o objetivo geral do GT será fortalecer a visibilidade dos povos indígenas, reconhecendo-os como autores de sua própria história, embora chagados pelo colonialismo devastador que os atacou e ainda teima em dizimá-los nos dias atuais. Serão bem vindos trabalhos que proponham análises em torno de produções fotográcas e/ou de áudio e vídeo, destacando temas relacionados aos povos indígenas, dentre eles, a territorialidade, identidade, saúde indígena, educação intercultural, cultura material e imaterial, etnicidade, xamanismo, movimento indígena, relações de gênero. A utilização de ferramentas áudio-visuais no trabalho e na apresentação será de extrema relevância para as proposições do GT. Colocar em destaque os povos indígenas, sua organização social, seus simbolismos, suas formas culturais de modo geral, se apresenta como um instrumento de resistência e de luta por reconhecimento e aceitação. Dessa forma, instigados por elementos visuais, os trabalhos deverão propor encaminhamentos de debate que pautem o respeito à diversidade cultural dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.

 

Coordenadores:

Tadeu Lopes Machado – UFPA (tlopesm@hotmail.com)

Petrônio Lauro Teixeira Potiguar Junior – UFPA (ppotiguar@yahoo.com.br)

Evilânia Bento da Cunha – Universidade Federal do Amapá (evilaniageo@yahoo.com.br)

 

 

GT6 – POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS: IMAGENS DE SI E/OU DO OUTRO SOBRE DISPUTAS TERRITORIAIS NA AMÉRICA AMAZÔNICA

 

Este grupo se propõe a reunir trabalhos que discutam diferentes olhares sobre quem são, como vivem e como lutam os povos originários e tradicionais da América Amazônica para permanecer em seus territórios tradicionalmente ocupados. A intenção é problematizar a colonialidade do poder a partir de um olhar decolonial sobre as disputas territoriais, opressões e estratégias de resistências. São bem vindos trabalhos que se pautem nos referencias teóricos e metodológicos da Antropologia Visual, isto é, abordagens interpretativa-reflexivas de um corpus textual imagético (cartografias, fotografias, audiovisual e outros). O GT também se propõe a discutir a ética, os desafios, as condições práticas e contribuições heurísticas da imagem nas pesquisas “com” esses povos, isto é, para além das pesquisas “sobre”. E, ainda, muito interessa à discussão, pesquisas produzidas “por eles mesmos” sobre si e/ou sobre o colonizador, ou seja, por acadêmicos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e demais comunidades tradicionais que têm acessado às Universidades por meio das políticas afirmativas/cotas ou não.

 

Coordenadoras:

Maria Do Socorro Rayol Amoras – UFPA (mmaria.amoras@gmail.com)

Solange Maria Gayoso da Costa – UFPA (gayososol@yahoo.com.br)

Marcel Hazeu – UFPA (celzeu@gmail.com)

 

 

 

GT7 – VISUALIDADES E (IN)VISIBILIDADES LGBTI EM CONTEXTOS ESCOLARES

 

Como a juventude de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e intersexo dão visibilidade às suas lutas contra discriminações e desigualdades, em favor de seus direitos e em ações de reafirmação identitária em escolas, universidades, instituições de formação profissional, etc.? Que olhares educadores, gestores, funcionários e outros estudantes lançam sobre essa população inserida em contextos escolares? Como esses sujeitos articulam suas pautas por meio de estratégias visuais não hegemônicas? Nosso interesse é possibilitar o levantamento dessas experiências visuais nas escolas, universidades, instituições de formação profissional, etc. e fomentar a reflexão e compreensão radical das diferenças em sala de aula, rompendo com modelos de comportamento padronizados e limitantes da existência humana. Portanto, o GT intenta aglutinar pesquisas concluídas ou em andamento, experiências didático-pedagógicas, documentários, vídeos etnográficos, relatos de experiências, ou outras formas de linguagens que retratem essa diversidade humana. Palavras-Chaves: Diversidade; Visualidade; Educação.

 

Coordenadoras:

Kirla korina dos Santos Anderson – IFPA (kirla7@hotmail.com)

Natália Conceição Silva Barros Cavalcanti – IFPA (natalia.cavalcanti@ifpa.edu.br)

 

 

 

GT8 – FOTOGRAFIA, ARTE E CULTURA – ATRAVESSAMENTOS VISUAIS E METODOLÓGICOS

 

A fotografia representa uma construção paradigmática entre o documento e a intervenção artística. Dessa forma a imagem como cultura visual representa uma crônica visual sobre determinado grupo social. A postura fotográfica é daquele que possui interesse sobre a coisa fotografada tal como é, numa espécie de cumplicidade com o que quer registrar e isso leva a uma postura metodológica de aproximação do grupo social e assim, reproduzir através da imagem determinada realidade. Pensar a fotografia apenas no âmbito da visualidade é limitar seu campo de potencialidades, pois, há uma construção do olhar a partir da cultura. É importante problematizar as imagens, seus suportes e metodologias na relação com a arte e a cultura, na forma de pensar a imagem como documento que visa registrar e apontar recortes sobre determinando comportamento ou estrutura social de determinada cultura. O presente GT visa refletir a fotografia para além do clique, na sua interação entre a construção do olhar do fotógrafo, que é um ente cultural, com as estruturas sociais que visa registrar. Por meio de perspectivas que visam dialogar não apenas através da imagem enquanto cadeia de significação, mas de seus aspectos metodológicos nesse diálogo, visto que ao fotógrafo pesquisador precisa efetivar determinados recortes, ângulos e etc. Essas escolhas representam perspectivas narrativas que levam a perceber determinadas realidades dentro de determinados grupos sociais.

 

Coordenadores:

Thiago Guimarães Azevedo – UFPA (azevedothiago81@gmail.com)

Raymundo Firmino de Oliveira Neto – UFPA (rfoliveiraneto@gmail.com)

 

 

GT9 – IMAGEM, MEMÓRIA E NARRATIVA NA CONFIGURAÇÃO DE PAISAGENS URBANAS

 

Este GT visa discussões em torno da interface entre a antropologia visual e da imagem e a antropologia urbana. Abordaremos os temas imagem, memória e narrativa como imbricados na configuração das paisagens citadinas e reflexões sobre o fazer antropológico que tem a urbe como locus de interlocução. Temos como base o urbano na Amazônia, permeado de fluxos e fronteiras que atualizam formas de sociabilidades praticadas entremeando caminhos de água e terra. Acolhemos trabalhos que apresentem: Estudos sobre imagens e suas constantes re-criações e re-signicações na experiência espaço-temporal; Resultados do exercício antropológico na cidade a partir das narrativas que a constituem; Experimentações no campo das narrativas etnográficas em diferentes linguagens; Reflexões sobre como o trabalho com/através de imagens acrescenta ao debate em torno da matriz teórico-metodológico da antropologia. As múltiplas realidades que se harmonizam e tensionam constituem as cidades narradas de forma heterogênea e complexa, compõem os sentidos do estar ali configurando cotidianamente, coletivamente as paisagens. Propomos um espaço de diálogo sobre cidades na Amazônia, suas diferentes abordagens e o fazer antropológico enquanto produção intelectual e cultural com compromisso ético de construção e partilha de um conhecimento coletivo. Contribuindo à narrativas sobre as paisagens urbanas Amazônicas, engajadas em um paradigma teórico de caráter sensível e orientado por uma estética-ética.

 

Coordenadores:

Terezinha de Fátima Ribeiro Bassalo – PPGSA – UFPA (terribeiro3@gmail.com)

Lanna Beatriz Lima Peixoto – UFPA – PPGSA (lanna.blp@gmail.com)

Manoel Cláudio Mendes Gonçalves da Rocha – UFRGS

Silvia Lilia Silva Sousa – UFPA

 

 

GT10 – REPRESENTAÇÕES E IMAGENS SOBRE ÁFRICA E AMAZÔNIA E POPULAÇÕES NEGRAS AFRICANAS E AFRO-AMAZÔNIDAS PARAENSE

 

A situação colonial foi caraterizada por uma lógica dicotômica que colocava as populações negras africanas numa posição de “resíduos de homens”, “corpos bárbaros” à espera do auxílio de “homens derradeiros”, brancos europeus detentores da lei, direito e da civilização (MBEMBE, 2014). A reedição para o tempo presente dessas lógicas coloniais e suas formas de discriminações raciais, acirradas pelas atuais ondas migratórias tornam esse debate ainda oportuno. No contexto amazônico paraense, ainda, prevalece uma visão mítica e estereotipada de que na Amazônia “só tem índio”. O que escamoteia a realidade de um cenário e pessoas marcados por tradições afro-amazônicas. Negras e negros ao desembarcarem no Brasil ganham automaticamente o rótulo que os generaliza por que “se tornam africanos”, acionando jogos identitários raciais, de gênero e continentais. O interesse é salientar de como a raça e o gênero foram inseridos pelo sistema modernocolonial de gênero (LUGONES, 2014). Esse GT acolhe artigos de base empírica e/ou teórica, experiências etnográficas e ensaios fotográficos que problematizam a relação perversa entre imagens, representações e estereótipos, ao explorar a relevância de recursos audiovisuais na construção de novos sentidos, novas narrativas não só sobre África e africanos muito vistos em condição de “migração temporária” na capital paraense, mas também sobre os imaginários que permeiam sobre Amazônia, dentro e fora dela, acerca de mulheres e homens afro-amazônidas.

 

Coordenadores:

Monica Conrado – UFPA (monicaconrado6@gmail.com)

Albino José Eusébio – PPGSA/UFPA (albinoeusebio@outlook.com)

 

 

GT11 – ANTROPOLOGIA GRÁFICA E VISUAL NA PERCEPÇÃO DO AMBIENTE

 

O objetivo deste GT é fazer uma discussão de experiências em torno da Antropologia Gráfica e Antropologia Visual nos mais variados contextos. Desta forma, pretende-se tomar as textualidades, gravuras, cartografias, pinturas corporais, desenhos e várias outras possibilidades de imagens na percepção do “Ambiente-mundo”, saindo das dualidades epistemológicas ocidentais como práticas decoloniais. Nesta perspectiva serão bem vindos trabalhos com temas sobre populações tradicionais, religiosidades, xamanismo tradicional e urbano.

 

Coordenadoras:

Gisela Macambira Villacorta – UNIFESSPA/PPGEAA UFPA (gisavillacorta@gmail.com)

Sônia Cristina de Albuquerque Vieira – UEPA/FIBRA (soniacristinav@hotmail.com)

 

 

GT12 – MUSICALIDADES, ESPACIALIDADES E IMAGENS

 

Neste Grupo de Trabalho buscamos realizar uma discussão aproximativa da relação mutuamente constitutiva entre musicalidades, espacialidades e imagens. Particularmente situado na confluência entre a antropologia urbana, a antropologia da música e a antropologia audiovisual, este GT busca reunir pesquisas em andamentos ou concluídas que discutam, sobretudo, as musicalidades, as espacialidades e as imagens como categorias conceituais, metodológicas e interpretativas da realidade social. Para, assim, construirmos um quadro representativo das principais abordagens teóricas e experiências de pesquisas empíricas sobre a articulação analítica proposta.

 

Coordenadores:

Chiara Albino – PPGAS/UFSC (tarsila.chiara@gmail.com)

Lisabete Coradini – NAVIS/PPGAS/UFRN  (lisacoradini@gmail.com)

 

 

 

GT13 – RELIGIOSIDADES DA E NA AMAZÔNIA: DECOLONIDADE, RESISTÊNCIAS E RESSIGNICAÇÕES

 

As pesquisas sobre as religiosidades na Amazônia estão presentes desde início do desenvolvimento da Antropologia nesta região, e permanece sendo um dos temas mais recorrentes e relevantes. Grandes nomes da nossa Antropologia como Arthur Napoleão Figueiredo, Eduardo Galvão, Anaíza Vergolino e Raymundo Heraldo Maués entre outros pesquisaram e/ou pesquisam as diversas religiões e religiosidades especialmente as encontradas na Amazônia Paraense. E a imagem é elemento presente e fundamental neste campo de pesquisa atuando junto ao forte apelo simbólico, ético, estético e político da temática. Cabe ressaltar que os pesquisadores acima referidos atuaram no sentido de formar importantes acervos museológicos e áudio-visuais. Neste GT pretendemos reunir trabalhos que tratem nas diversas perspectivas e recortes as várias religiões e religiosidades amazônicas, suas marcas coloniais e seus processos de decolonialidade tanto na prática dos éis quando na construção da pesquisa, seja na etnografia ou na utilização e desenvolvimento de teorias que rompam com o olhar etnocêntrico sobre o tema e que utilizem as imagens nas suas múltiplas concepções e possibilidades.

 

Coordenadoras:

Mariana Pamplona Ximenes Ponte – UFPA (marianapxp@yahoo.com.br)

Taissa Tavernard de Luca – UEPA (taissaluca@gmail.com)

 

 

 

GT14 – SEXUALIDADES MÚLTIPLAS EM CONTEXTOS CONTEMPORÂNEOS

 

As últimas décadas têm sido marcadas por significativas mudanças nas experiências de sexualidades impondo a necessidade de resignificação das representações de gênero na nossa sociedade. Neste sentido, a proposta deste grupo é oportunizar o diálogo e o debate acadêmico em torno de pesquisas, em andamento ou concluídas, que privilegiem em suas análises o campo das sexualidades múltiplas em suas diversas expressões na contemporaneidade. Consideramos que as sexualidades se constroem e reconstroem, continuamente, e que diversas instâncias e instituições sociais produzem discursos e práticas que se impõem como hegemônicas e, desta forma, instituem o “normal” e o “anormal”; por outro, numa espécie de contrafluxo novas formas de pensar e viver esses campos são produzidas e questionam o que foi instituído gerando dissidências e tensionamentos. Temos interesse em trabalhos que enfoquem a atualidade das práticas sexuais em campos diversos do conhecimento e que dialoguem com a antropologia visual e da imagem em suas mais diversas expressões seja fílmica, imagética, midiática, todas elas relevantes como uma rica fonte de registro, problematização e interpretação da vida social. Temos interesse em trabalhos que enfoquem a atualidade das práticas sexuais em campos diversos do conhecimento e que dialoguem com a antropologia visual e da imagem em suas mais diversas expressões seja fílmica, imagética, midiática, todas elas relevantes como uma rica fonte de registro, problematização e interpretação da vida social.

 

Coordenadoras:

Telma Amaral Gonçalves – UFPA (telmaral@ufpa.br)

Ana Lídia Nauar – UFPA (nauar_4@hotmail.com)

 

 

GT15 – IMAGEM E MEMÓRIA

Este gt recebe trabalhos que tratem das possibilidades de relações  entre imagem e memória. Pesquisas que tratem da capacidade da imagem despertar, acionar – (re)-organizar – a memória, as emoções, os pensamentos: individual e coletiva.  Pretende-se discutir as limitações e possibilidades de utilização de recursos imagéticos em pesquisas com grupos socioculturais específicos. Os caminhos que a memória pode se relacionar com o suporte imagético proporcionando debates sobre as potencialidades da linguagem  através  da  imagem,  diálogos  entre  narrativas  orais  e  a  imagem,   no  âmbito  de  estudos  sobre  a  contemporaneidade  e  os  novos  procedimentos  de  construção  de  sentido,  considerando  a  imagem  como  uma  forma  expressiva  significativa  da  nossa  época,  com toda sua complexidade.

Coordenadores:

Alessandro Ricardo Campos – UFPA (ricardocamps52@gmail.com)

Etienne Samain – UNICAMP (etienne.samain@gmail.com)

 

 

 

 

 

GT16 – MODA, CORPO E CONSUMO: RELAÇÕES MIMÉTICAS E SEMÂNTICAS DO VISUAL

 

Este Grupo de Trabalho objetiva investigar os códigos e signos visuais que configuram à rede de significados regulatórios de nosso comportamento e que auxiliam na construção de nossas identidades a partir do fenômeno social da Moda, das experiências sociais do Corpo e de uma semântica estética do Consumo. A partir de categorias como “Museu Autobiográfico”, “Narrativas do Vestir”, “Corpo na Moda”, “Consumismo Identitário” dentre outros, e à luz da antropologia visual, pretende-se perceber os imagéticos da cultura material e visual da casa, das coisas, dos objetos, das experiências vestimentares, dos acessórios, dos adornos corporais, assim como estes deixam de ser elementos que concorrem entre si, mas que revelam valores afetivos e culturais e que adquirem semânticas ao serem introduzidas no cotidiano das pessoas. O GT procurará inquirir as distintas potências ativadas pelo uso das roupas, do corpo e das escolhas de consumo que vão desde as memórias que vão se aglutinando nas peças até os dispositivos de esquecimento presentes em trajes que provocam a mimese com a paisagem. As roupas e as performances corporais serão abordadas a partir de vivências pessoais e leituras teóricas com uma metodologia que relaciona vozes dissonantes e que não hierarquiza as fontes de pesquisa. Por meio de exemplos da fotografia, pinturas, sketchbooks, croquis, ilustrações, roupas, figurinos, tatuagens, adornos visuais, manualidades de moda, linguagens artísticas e da literatura, procuraremos perceber narrativas que exploram a relação do usuário com o seu traje, seu corpo e suas predileções de consumo. Vestimos e adornamos nossos corpos através do consumo de experiências visuais e discursivas, como num jogo cuja principal regra é atravessar as camadas nas quais estamos soterrados e encontrar estratégias para nos conectarmos. Nesse sentido, as roupas, os acessórios e adornos que transculturalizam nossos corpos, são nossos cúmplices nessa travessia.

 

Coordenador:

Rui Jorge Moraes Martins Jr – UEPA, ESMAC, ESAMAZ, SEDUC (rui_junior1977@hotmail.com)

 

Envie seu resumo até o dia 15-07-2018,

mais informações: aqui

 

III ENCONTRO DE ANTROPOLOGIA VISUAL DA AMÉRICA AMAZÔNICA-EAVAAM

A III Edição do EAVAAM – Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica está se aproximando e com suas datas confirmadas para os dias 19, 20 e 21 de setembro de 2018.

Nesta edição, o tema central será Imagem, Território e Decolonialidade. A discussão da Decolonialidade como linha de pensamento e de pesquisa tem proporcionado um novo olhar sobre as relações de gênero, sobre as relações étnicos raciais, e sobre os dilemas relativos às territorialidades, dentre outros debates. Proporcionar olhares libertos de colonialidade, tão presente nas discussões, nas atitudes e no imaginário social, é o que se propõe neste evento. Neste contexto, A antropologia visual pode vir a contribuir nesta mudança paradigmática.

Fiquem atentos aos prazos para submissão de propostas de grupos de trabalhos, oficinas e mesas redondas disponíveis no site oficial do evento: http://www.eavaam.com.br/

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