III ENCONTRO DE ANTROPOLOGIA VISUAL DA AMÉRICA AMAZÔNICA-EAVAAM

GTS APROVADOS

Atenção

Todos os coordenadores e coordenadoras dos Gts aprovados devem efetivar sua inscrição no site do evento. Os resumos devem ser enviados diretamente aos coordenadores dos Gts, via e-mail, seguindo os prazos abaixo:

 

01/06/2018 até 15/07/2018 Submissão de resumos para os GTs
20/07/2018 Divulgação dos resumos aprovados nos GTs
21/07/2018 até 02/09/2018 Envio dos trabalhos completos para as/os coordenadoras/es dos GTs
Até 10/09/2018 Envio das sessões dos GTs com respectivas/os debatedoras/es (quando houver) pelas/os coordenadoras/es dos GTs
A partir de 11/09/2018 Programação completa dos GTs

 

 

 

Grupos de Trabalhos Aprovados – III EAVAAM

 

GT1 – CORPOS, GÊNEROS E IMAGENS NA COMUNICAÇÃO

 

Este Grupo de Trabalho, em sua terceira edição, procura dar continuidade aos debates acerca das imagens corporais e dos gêneros em aportes midiáticos, considerando a interseccionalidade entre eles e/ou com demais marcadores da diferença e da diversidade como a cor da pele, a geração, a religiosidade, a nacionalidade, o status social etc. Assim, em geral, questiona-se: Quais corpos são (in)visibilizados nas capas de revistas, no cinema, nas telenovelas, no entretenimento, nas reportagens, nas peças publicitárias dentre outros meios de comunicação e de interação social? De que forma questões relativas aos gêneros são pensadas e representadas em mídias onde a imagem visual é necessária? Visa-se, ainda, neste GT, (re)examinar o papel dos operadores da comunicação (Oliveira Júnior 2012), refletindo a respeito dos silenciamentos e das possibilidades de inclusão da multiplicidade de corpos e modos de ser, bem como do reforço ou não de estereótipos relacionados aos gêneros e às corporeidades que se apresentam hodiernamente nos trabalhos elaborados por esses agentes sociais.

 

Coordenadores:

Edyr Batista de Oliveira Júnior – GEPEM/UFPA (edyroliveirajunior@gmail.com)

Manuela do Corral Vieira – UFPA (manuelacorralv@yahoo.com.br)

 

 

GT2 – AS CIDADES VIVIDAS E AS SUAS REPRESENTAÇÕES IMAGÉTICAS: OLHARES, TECNOLOGIAS E EXPERIÊNCIAS DE PESQUISA

 

A cidade pode ser vista, captada, vivida e entendida, certamente, por perspectivas diversas. Partindo dessa afirmativa, o presente GT tem como objetivo problematizar as várias maneiras de ver-registrar e ter a experiência urbana no âmbito da pesquisa. Nesse sentido, a relação cidade- imagem é um ponto de partida para explorarmos as mais diversas formas de observar, representar e se autoreconhecer nas ruas, praças, bairros, manifestações políticas, culturais e na diversidade dos dramas e itinerários cotidianos. Assim, serão bem vindos trabalhos concluídos, e pesquisas em andamento, nas áreas da antropologia, sociologia, história, literatura, geografia e comunicação cujos aspectos teórico-metodológicos tomem as imagens urbanas nos mais diversos sentidos e suportes (fotográfico multimídia e vídeo). Enfim, mais do que registros ilustrativos, elas são consideradas aqui como possibilidade de reflexão sobre questões como: o acesso a cidade, as (auto) representações de determinados grupos, relação individuo-sociedade, visibilização, invisibilização social, tecnologias de mediação da experiência urbana e relações de poder.

 

Coordenadores:

Jesus Marmanillo Pereira –  UFMA (jesusmarmanillo@hotmail.com)

Luciano Magnus de Araújo – Universidade Federal do Macapá (lucaraujo3@gmail.com)

 

 

 

GT3 – MEDIAÇÕES DE LINGUAGENS: PALAVRAS E IMAGENS NA ESCRITURA ETNOGRÁFICA

 

A construção, socialização e discussão de pesquisas etnográficas, ou em andamento, apresentam elementos de expressões coletivas e individuais que avançam para além da utilização fechada de linguagens e códigos de comunicação. Estamos diante de um fenômeno hodierno, que articula e reconfigura as linguagens verbais e não-verbais, para que consigam adentrar nos espaços midiáticos e de grande repercussão na sociedade, pois o registro antes assumido como simples forma secundária de informação hoje é compreendido como possibilidade de expor posições políticas e construções de identidades étnicas. Desde Malinowski a Victor Turner, a escritura etnográfica adquiriu nuances que determinaram uma nova compreensão do que seja a escrita em antropologia, agora constituída por amplificação recíproca (Barthes, 1990) entre palavra e imagem, com suas consequentes conotações perceptiva, cognitiva e ideológica. Assim o objetivo deste grupo de trabalho é debater as potencialidades de mediação e de conformações de registro entre as linguagens audiovisual e escrita, na etnografia, no âmbito de estudos sobre narrativas em registros verbais e não-verbais. Para tanto, serão aceitos estudos e experimentações que tenham o vídeo, a fotografia, os textos etnográficos e literários, como objetos de análise e interpretações, desde que apresentem e representem essas mediações, reveladora de utopias e distopias, originadas em diversas formas de coletividades.

 

Coordenadores:

Daniel dos Santos Fernandes – UFPA (dasafe@msn.com)

José Guilherme dos Santos Fernandes – UFPA (mojuim@uol.com.br)

 

 

 

GT4 – CIRCULARIDADES E VISUALIDADES CULTURAIS AMAZÔNICAS

 

Considerando o campo da Antropologia Visual como um campo multidisciplinar onde se cruzam diversas práticas de pesquisa e experiências estético-sensoriais contemporâneas, propomos aqui atrair os olhares, sensibilidades e reflexões sobre os processos de produção e circulação das manifestações e experimentações simbólico-rituais, como formas de expressão e comunicação, assim como modos de produção, reprodução ou resistência cultural de grupos, povos ou coletivos amazônicos, conforme suas identificações. Vislumbramos os rituais contemporâneos, em suas variadas formas e conteúdos, múltiplos sentidos e funções expressivo-comunicativas, que se expressam por meio de práticas e performances rituais/coletivas que conectam, sem dissolver, os espaços e tempos de celebração festiva e vida cotidiana. Neste contexto, importa um olhar sobre as relações de reciprocidade e formas de sociabilidades que criam tipos específicos de agrupamentos culturais cujos laços de afeto permitem um exercício interpretativo sobre as questões que envolvem os sentidos, o gosto e a estética que são atualizados na vida ordinária de (r)existência das manifestações culturais. Em suma, propõe-se um espaço de debate a partir de trabalhos que abordem a maneira pela qual a (re)produção de experiências festivas podem configurar centralidades comunicacionais geradoras de sentidos no contexto dos rituais contemporâneos de práticas culturais performaticamente elaboradas por coletivos e indivíduos na região amazônica.

 

Coordenadores:

Carmem Izabel Rodrigues – UFPA (ciizbel@gmail.com)

Edgar Monteiro Chagas Junior – UNAMA (edgarchagas@yahoo.com.br)

 

 

 

GT5 – POVOS INDÍGENAS NO FOCO DAS LENTES ANTROPOLÓGICAS

 

O Grupo de Trabalho terá como eixo central de discussão questões relacionadas à visibilidade indígena em seus diversos aspectos. Portanto, o objetivo geral do GT será fortalecer a visibilidade dos povos indígenas, reconhecendo-os como autores de sua própria história, embora chagados pelo colonialismo devastador que os atacou e ainda teima em dizimá-los nos dias atuais. Serão bem vindos trabalhos que proponham análises em torno de produções fotográcas e/ou de áudio e vídeo, destacando temas relacionados aos povos indígenas, dentre eles, a territorialidade, identidade, saúde indígena, educação intercultural, cultura material e imaterial, etnicidade, xamanismo, movimento indígena, relações de gênero. A utilização de ferramentas áudio-visuais no trabalho e na apresentação será de extrema relevância para as proposições do GT. Colocar em destaque os povos indígenas, sua organização social, seus simbolismos, suas formas culturais de modo geral, se apresenta como um instrumento de resistência e de luta por reconhecimento e aceitação. Dessa forma, instigados por elementos visuais, os trabalhos deverão propor encaminhamentos de debate que pautem o respeito à diversidade cultural dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.

 

Coordenadores:

Tadeu Lopes Machado – UFPA (tlopesm@hotmail.com)

Petrônio Lauro Teixeira Potiguar Junior – UFPA (ppotiguar@yahoo.com.br)

Evilânia Bento da Cunha – Universidade Federal do Amapá (evilaniageo@yahoo.com.br)

 

 

GT6 – POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS: IMAGENS DE SI E/OU DO OUTRO SOBRE DISPUTAS TERRITORIAIS NA AMÉRICA AMAZÔNICA

 

Este grupo se propõe a reunir trabalhos que discutam diferentes olhares sobre quem são, como vivem e como lutam os povos originários e tradicionais da América Amazônica para permanecer em seus territórios tradicionalmente ocupados. A intenção é problematizar a colonialidade do poder a partir de um olhar decolonial sobre as disputas territoriais, opressões e estratégias de resistências. São bem vindos trabalhos que se pautem nos referencias teóricos e metodológicos da Antropologia Visual, isto é, abordagens interpretativa-reflexivas de um corpus textual imagético (cartografias, fotografias, audiovisual e outros). O GT também se propõe a discutir a ética, os desafios, as condições práticas e contribuições heurísticas da imagem nas pesquisas “com” esses povos, isto é, para além das pesquisas “sobre”. E, ainda, muito interessa à discussão, pesquisas produzidas “por eles mesmos” sobre si e/ou sobre o colonizador, ou seja, por acadêmicos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e demais comunidades tradicionais que têm acessado às Universidades por meio das políticas afirmativas/cotas ou não.

 

Coordenadoras:

Maria Do Socorro Rayol Amoras – UFPA (mmaria.amoras@gmail.com)

Solange Maria Gayoso da Costa – UFPA (gayososol@yahoo.com.br)

Marcel Hazeu – UFPA (celzeu@gmail.com)

 

 

 

GT7 – VISUALIDADES E (IN)VISIBILIDADES LGBTI EM CONTEXTOS ESCOLARES

 

Como a juventude de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e intersexo dão visibilidade às suas lutas contra discriminações e desigualdades, em favor de seus direitos e em ações de reafirmação identitária em escolas, universidades, instituições de formação profissional, etc.? Que olhares educadores, gestores, funcionários e outros estudantes lançam sobre essa população inserida em contextos escolares? Como esses sujeitos articulam suas pautas por meio de estratégias visuais não hegemônicas? Nosso interesse é possibilitar o levantamento dessas experiências visuais nas escolas, universidades, instituições de formação profissional, etc. e fomentar a reflexão e compreensão radical das diferenças em sala de aula, rompendo com modelos de comportamento padronizados e limitantes da existência humana. Portanto, o GT intenta aglutinar pesquisas concluídas ou em andamento, experiências didático-pedagógicas, documentários, vídeos etnográficos, relatos de experiências, ou outras formas de linguagens que retratem essa diversidade humana. Palavras-Chaves: Diversidade; Visualidade; Educação.

 

Coordenadoras:

Kirla korina dos Santos Anderson – IFPA (kirla7@hotmail.com)

Natália Conceição Silva Barros Cavalcanti – IFPA (natalia.cavalcanti@ifpa.edu.br)

 

 

 

GT8 – FOTOGRAFIA, ARTE E CULTURA – ATRAVESSAMENTOS VISUAIS E METODOLÓGICOS

 

A fotografia representa uma construção paradigmática entre o documento e a intervenção artística. Dessa forma a imagem como cultura visual representa uma crônica visual sobre determinado grupo social. A postura fotográfica é daquele que possui interesse sobre a coisa fotografada tal como é, numa espécie de cumplicidade com o que quer registrar e isso leva a uma postura metodológica de aproximação do grupo social e assim, reproduzir através da imagem determinada realidade. Pensar a fotografia apenas no âmbito da visualidade é limitar seu campo de potencialidades, pois, há uma construção do olhar a partir da cultura. É importante problematizar as imagens, seus suportes e metodologias na relação com a arte e a cultura, na forma de pensar a imagem como documento que visa registrar e apontar recortes sobre determinando comportamento ou estrutura social de determinada cultura. O presente GT visa refletir a fotografia para além do clique, na sua interação entre a construção do olhar do fotógrafo, que é um ente cultural, com as estruturas sociais que visa registrar. Por meio de perspectivas que visam dialogar não apenas através da imagem enquanto cadeia de significação, mas de seus aspectos metodológicos nesse diálogo, visto que ao fotógrafo pesquisador precisa efetivar determinados recortes, ângulos e etc. Essas escolhas representam perspectivas narrativas que levam a perceber determinadas realidades dentro de determinados grupos sociais.

 

Coordenadores:

Thiago Guimarães Azevedo – UFPA (azevedothiago81@gmail.com)

Raymundo Firmino de Oliveira Neto – UFPA (rfoliveiraneto@gmail.com)

 

 

GT9 – IMAGEM, MEMÓRIA E NARRATIVA NA CONFIGURAÇÃO DE PAISAGENS URBANAS

 

Este GT visa discussões em torno da interface entre a antropologia visual e da imagem e a antropologia urbana. Abordaremos os temas imagem, memória e narrativa como imbricados na configuração das paisagens citadinas e reflexões sobre o fazer antropológico que tem a urbe como locus de interlocução. Temos como base o urbano na Amazônia, permeado de fluxos e fronteiras que atualizam formas de sociabilidades praticadas entremeando caminhos de água e terra. Acolhemos trabalhos que apresentem: Estudos sobre imagens e suas constantes re-criações e re-signicações na experiência espaço-temporal; Resultados do exercício antropológico na cidade a partir das narrativas que a constituem; Experimentações no campo das narrativas etnográficas em diferentes linguagens; Reflexões sobre como o trabalho com/através de imagens acrescenta ao debate em torno da matriz teórico-metodológico da antropologia. As múltiplas realidades que se harmonizam e tensionam constituem as cidades narradas de forma heterogênea e complexa, compõem os sentidos do estar ali configurando cotidianamente, coletivamente as paisagens. Propomos um espaço de diálogo sobre cidades na Amazônia, suas diferentes abordagens e o fazer antropológico enquanto produção intelectual e cultural com compromisso ético de construção e partilha de um conhecimento coletivo. Contribuindo à narrativas sobre as paisagens urbanas Amazônicas, engajadas em um paradigma teórico de caráter sensível e orientado por uma estética-ética.

 

Coordenadores:

Terezinha de Fátima Ribeiro Bassalo – PPGSA – UFPA (terribeiro3@gmail.com)

Lanna Beatriz Lima Peixoto – UFPA – PPGSA (lanna.blp@gmail.com)

Manoel Cláudio Mendes Gonçalves da Rocha – UFRGS

Silvia Lilia Silva Sousa – UFPA

 

 

GT10 – REPRESENTAÇÕES E IMAGENS SOBRE ÁFRICA E AMAZÔNIA E POPULAÇÕES NEGRAS AFRICANAS E AFRO-AMAZÔNIDAS PARAENSE

 

A situação colonial foi caraterizada por uma lógica dicotômica que colocava as populações negras africanas numa posição de “resíduos de homens”, “corpos bárbaros” à espera do auxílio de “homens derradeiros”, brancos europeus detentores da lei, direito e da civilização (MBEMBE, 2014). A reedição para o tempo presente dessas lógicas coloniais e suas formas de discriminações raciais, acirradas pelas atuais ondas migratórias tornam esse debate ainda oportuno. No contexto amazônico paraense, ainda, prevalece uma visão mítica e estereotipada de que na Amazônia “só tem índio”. O que escamoteia a realidade de um cenário e pessoas marcados por tradições afro-amazônicas. Negras e negros ao desembarcarem no Brasil ganham automaticamente o rótulo que os generaliza por que “se tornam africanos”, acionando jogos identitários raciais, de gênero e continentais. O interesse é salientar de como a raça e o gênero foram inseridos pelo sistema modernocolonial de gênero (LUGONES, 2014). Esse GT acolhe artigos de base empírica e/ou teórica, experiências etnográficas e ensaios fotográficos que problematizam a relação perversa entre imagens, representações e estereótipos, ao explorar a relevância de recursos audiovisuais na construção de novos sentidos, novas narrativas não só sobre África e africanos muito vistos em condição de “migração temporária” na capital paraense, mas também sobre os imaginários que permeiam sobre Amazônia, dentro e fora dela, acerca de mulheres e homens afro-amazônidas.

 

Coordenadores:

Monica Conrado – UFPA (monicaconrado6@gmail.com)

Albino José Eusébio – PPGSA/UFPA (albinoeusebio@outlook.com)

 

 

GT11 – ANTROPOLOGIA GRÁFICA E VISUAL NA PERCEPÇÃO DO AMBIENTE

 

O objetivo deste GT é fazer uma discussão de experiências em torno da Antropologia Gráfica e Antropologia Visual nos mais variados contextos. Desta forma, pretende-se tomar as textualidades, gravuras, cartografias, pinturas corporais, desenhos e várias outras possibilidades de imagens na percepção do “Ambiente-mundo”, saindo das dualidades epistemológicas ocidentais como práticas decoloniais. Nesta perspectiva serão bem vindos trabalhos com temas sobre populações tradicionais, religiosidades, xamanismo tradicional e urbano.

 

Coordenadoras:

Gisela Macambira Villacorta – UNIFESSPA/PPGEAA UFPA (gisavillacorta@gmail.com)

Sônia Cristina de Albuquerque Vieira – UEPA/FIBRA (soniacristinav@hotmail.com)

 

 

GT12 – MUSICALIDADES, ESPACIALIDADES E IMAGENS

 

Neste Grupo de Trabalho buscamos realizar uma discussão aproximativa da relação mutuamente constitutiva entre musicalidades, espacialidades e imagens. Particularmente situado na confluência entre a antropologia urbana, a antropologia da música e a antropologia audiovisual, este GT busca reunir pesquisas em andamentos ou concluídas que discutam, sobretudo, as musicalidades, as espacialidades e as imagens como categorias conceituais, metodológicas e interpretativas da realidade social. Para, assim, construirmos um quadro representativo das principais abordagens teóricas e experiências de pesquisas empíricas sobre a articulação analítica proposta.

 

Coordenadores:

Chiara Albino – PPGAS/UFSC (tarsila.chiara@gmail.com)

Lisabete Coradini – NAVIS/PPGAS/UFRN  (lisacoradini@gmail.com)

 

 

 

GT13 – RELIGIOSIDADES DA E NA AMAZÔNIA: DECOLONIDADE, RESISTÊNCIAS E RESSIGNICAÇÕES

 

As pesquisas sobre as religiosidades na Amazônia estão presentes desde início do desenvolvimento da Antropologia nesta região, e permanece sendo um dos temas mais recorrentes e relevantes. Grandes nomes da nossa Antropologia como Arthur Napoleão Figueiredo, Eduardo Galvão, Anaíza Vergolino e Raymundo Heraldo Maués entre outros pesquisaram e/ou pesquisam as diversas religiões e religiosidades especialmente as encontradas na Amazônia Paraense. E a imagem é elemento presente e fundamental neste campo de pesquisa atuando junto ao forte apelo simbólico, ético, estético e político da temática. Cabe ressaltar que os pesquisadores acima referidos atuaram no sentido de formar importantes acervos museológicos e áudio-visuais. Neste GT pretendemos reunir trabalhos que tratem nas diversas perspectivas e recortes as várias religiões e religiosidades amazônicas, suas marcas coloniais e seus processos de decolonialidade tanto na prática dos éis quando na construção da pesquisa, seja na etnografia ou na utilização e desenvolvimento de teorias que rompam com o olhar etnocêntrico sobre o tema e que utilizem as imagens nas suas múltiplas concepções e possibilidades.

 

Coordenadoras:

Mariana Pamplona Ximenes Ponte – UFPA (marianapxp@yahoo.com.br)

Taissa Tavernard de Luca – UEPA (taissaluca@gmail.com)

 

 

 

GT14 – SEXUALIDADES MÚLTIPLAS EM CONTEXTOS CONTEMPORÂNEOS

 

As últimas décadas têm sido marcadas por significativas mudanças nas experiências de sexualidades impondo a necessidade de resignificação das representações de gênero na nossa sociedade. Neste sentido, a proposta deste grupo é oportunizar o diálogo e o debate acadêmico em torno de pesquisas, em andamento ou concluídas, que privilegiem em suas análises o campo das sexualidades múltiplas em suas diversas expressões na contemporaneidade. Consideramos que as sexualidades se constroem e reconstroem, continuamente, e que diversas instâncias e instituições sociais produzem discursos e práticas que se impõem como hegemônicas e, desta forma, instituem o “normal” e o “anormal”; por outro, numa espécie de contrafluxo novas formas de pensar e viver esses campos são produzidas e questionam o que foi instituído gerando dissidências e tensionamentos. Temos interesse em trabalhos que enfoquem a atualidade das práticas sexuais em campos diversos do conhecimento e que dialoguem com a antropologia visual e da imagem em suas mais diversas expressões seja fílmica, imagética, midiática, todas elas relevantes como uma rica fonte de registro, problematização e interpretação da vida social. Temos interesse em trabalhos que enfoquem a atualidade das práticas sexuais em campos diversos do conhecimento e que dialoguem com a antropologia visual e da imagem em suas mais diversas expressões seja fílmica, imagética, midiática, todas elas relevantes como uma rica fonte de registro, problematização e interpretação da vida social.

 

Coordenadoras:

Telma Amaral Gonçalves – UFPA (telmaral@ufpa.br)

Ana Lídia Nauar – UFPA (nauar_4@hotmail.com)

 

 

GT15 – IMAGEM E MEMÓRIA

Este gt recebe trabalhos que tratem das possibilidades de relações  entre imagem e memória. Pesquisas que tratem da capacidade da imagem despertar, acionar – (re)-organizar – a memória, as emoções, os pensamentos: individual e coletiva.  Pretende-se discutir as limitações e possibilidades de utilização de recursos imagéticos em pesquisas com grupos socioculturais específicos. Os caminhos que a memória pode se relacionar com o suporte imagético proporcionando debates sobre as potencialidades da linguagem  através  da  imagem,  diálogos  entre  narrativas  orais  e  a  imagem,   no  âmbito  de  estudos  sobre  a  contemporaneidade  e  os  novos  procedimentos  de  construção  de  sentido,  considerando  a  imagem  como  uma  forma  expressiva  significativa  da  nossa  época,  com toda sua complexidade.

Coordenadores:

Alessandro Ricardo Campos – UFPA (ricardocamps52@gmail.com)

Etienne Samain – UNICAMP (etienne.samain@gmail.com)

 

 

 

 

 

GT16 – MODA, CORPO E CONSUMO: RELAÇÕES MIMÉTICAS E SEMÂNTICAS DO VISUAL

 

Este Grupo de Trabalho objetiva investigar os códigos e signos visuais que configuram à rede de significados regulatórios de nosso comportamento e que auxiliam na construção de nossas identidades a partir do fenômeno social da Moda, das experiências sociais do Corpo e de uma semântica estética do Consumo. A partir de categorias como “Museu Autobiográfico”, “Narrativas do Vestir”, “Corpo na Moda”, “Consumismo Identitário” dentre outros, e à luz da antropologia visual, pretende-se perceber os imagéticos da cultura material e visual da casa, das coisas, dos objetos, das experiências vestimentares, dos acessórios, dos adornos corporais, assim como estes deixam de ser elementos que concorrem entre si, mas que revelam valores afetivos e culturais e que adquirem semânticas ao serem introduzidas no cotidiano das pessoas. O GT procurará inquirir as distintas potências ativadas pelo uso das roupas, do corpo e das escolhas de consumo que vão desde as memórias que vão se aglutinando nas peças até os dispositivos de esquecimento presentes em trajes que provocam a mimese com a paisagem. As roupas e as performances corporais serão abordadas a partir de vivências pessoais e leituras teóricas com uma metodologia que relaciona vozes dissonantes e que não hierarquiza as fontes de pesquisa. Por meio de exemplos da fotografia, pinturas, sketchbooks, croquis, ilustrações, roupas, figurinos, tatuagens, adornos visuais, manualidades de moda, linguagens artísticas e da literatura, procuraremos perceber narrativas que exploram a relação do usuário com o seu traje, seu corpo e suas predileções de consumo. Vestimos e adornamos nossos corpos através do consumo de experiências visuais e discursivas, como num jogo cuja principal regra é atravessar as camadas nas quais estamos soterrados e encontrar estratégias para nos conectarmos. Nesse sentido, as roupas, os acessórios e adornos que transculturalizam nossos corpos, são nossos cúmplices nessa travessia.

 

Coordenador:

Rui Jorge Moraes Martins Jr – UEPA, ESMAC, ESAMAZ, SEDUC (rui_junior1977@hotmail.com)

 

Envie seu resumo até o dia 15-07-2018,

mais informações: aqui

 

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III ENCONTRO DE ANTROPOLOGIA VISUAL DA AMÉRICA AMAZÔNICA-EAVAAM

A III Edição do EAVAAM – Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica está se aproximando e com suas datas confirmadas para os dias 19, 20 e 21 de setembro de 2018.

Nesta edição, o tema central será Imagem, Território e Decolonialidade. A discussão da Decolonialidade como linha de pensamento e de pesquisa tem proporcionado um novo olhar sobre as relações de gênero, sobre as relações étnicos raciais, e sobre os dilemas relativos às territorialidades, dentre outros debates. Proporcionar olhares libertos de colonialidade, tão presente nas discussões, nas atitudes e no imaginário social, é o que se propõe neste evento. Neste contexto, A antropologia visual pode vir a contribuir nesta mudança paradigmática.

Fiquem atentos aos prazos para submissão de propostas de grupos de trabalhos, oficinas e mesas redondas disponíveis no site oficial do evento: http://www.eavaam.com.br/

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VISAGEM abre inscrições para projeto de incursões etnográficas coletivas

VISAGEM abre inscrições para projeto de incursões etnográficas coletivas

Neste mês de setembro, nosso grupo de estudos dá início a mais uma jornada, o projeto Acervo – Incursões Etnográficas Coletivas. O objetivo do projeto é reunir pesquisadores e entusiastas da antropologia para a realização de etnografias coletivas de eventos e cenários da cidade de Belém, utilizando diversos suportes (audiovisual, escrita, cartografias, etc). Dessa forma, buscamos reunir diversas formas do fazer etnográfico, além dos vários olhares sobre um mesmo fenômeno.

E como evento inicial do projeto, escolhemos o Círio de Nazaré, pois além de ser uma das maiores manifestações religiosas da cidade, as dinâmicas culturais que orbitam em torno do segundo domingo vão além da procissão em si. Por isso, nessa primeira incursão, a proposta é montar uma etnografia coletiva do Círio de Nazaré em suas mais diversas dimensões. Os participantes irão elaborar pequenos projetos de incursão sobre os temas de interesse de cada um.

A dinâmica do projeto consiste em cinco encontros: 3 para apresentação e discussão de trabalhos acerca dos temas da etnografia e antropologia visual, em especial no ambiente urbano; a incursão coletiva no dia 9 de outubro, e, por fim, um encontro para o compartilhamento dos resultados da incursão.

Buscando ampliar os olhares, o projeto é aberto ao público: antropólogos, estudantes, fotógrafos, artistas visuais, profissionais de audiovisual, etc. As inscrições são gratuitas e vão dos dias 09 a 16 de setembro, através do link: https://goo.gl/forms/LXtUGToTi1aGh3wG2. Ao final, será entregue aos participantes certificado com carga horária de 30 horas.

SERVIÇO:

Projeto Acervo – Círio 2016

Inscrições: de 09 a 16 de setembro;

Encontros: 22 e 29 de setembro, 06, 09 e 13 de outubro.

Dúvidas e Informações:
visagemufpa@gmail.com;
98139-0454;
99307-1716

 

 

Grupos de Trabalho aprovados no II EAVAAM

Já está disponível a lista de Grupos de Trabalho aprovados para a segunda edição do Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica – EAVAAM. A lista está disponível no link: http://www.eavaam.com.br/#gt

O II EAVAAM é uma iniciativa do VISAGEM – Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual e da Imagem e acontecerá entre 25 e 27 de outubro de 2016, na Universidade Federal do Pará.

Para mais informações, submissões e inscrições: http://www.eavaam.com.br

II Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica

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Entre os dias 25 a 27 de outubro de 2016 acontecerá o II Encontro de Antropologia Visual da América Amazônica (II EAVAAM), na Universidade Federal do Pará (UFPA), com o tema “Debates contemporâneos sobre audiovisualidades nas Ciências Sociais”, e está recebendo propostas de Grupo de Trabalho (GT), Mesa-Redonda (MR) e Oficina (OF).
Prazos: GT até 18/05/2016; MR até 30/06/2016; OF até 30/07/2016.

Regras e Informações: www.eavaam.com.br

Em breve, mais informações sobre a programação!

A Revista Visagem chega à sua segunda edição. E que venham muitas outras, pois estamos dedicados e comprometidos com sua consolidação, para fomento e divulgação das pesquisas nestes campos que fascinam a todos nós: antropologia, imagem, pessoas, sentimentos.

Antes de qualquer coisa, devemos agradecer a todos que enviaram trabalhos para submissão, foram dezenas de pesquisadores, pesquisadoras e estudantes… pessoas que acreditam em nosso periódico e em nossa proposta. Todos nós, da Equipe Editorial, enviamos daqui um sincero ‘muito obrigado’, sintam-se, todos e todas, verdadeiramente abraçados.

A segunda edição da revista está disponível para download gratuito no link: http://bit.ly/RevistaVisagem2Edição

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Quem assina a arte gráfica da capa desta edição é Márcio Alvarenga, com fotografia de Luiz Eduardo Robinson Achutti.

Mostra X Prêmio Pierre Verger de Filme Etnográfico chega à Belém!

O VISAGEM – Grupo de Pesquisa em Antropologia Visual e da Imagem tem a honra de convidar para a Mostra X Prêmio Pierre Verger de Filme Etnográfico.

A mostra reúne e traz para Belém do Pará, produções fílmicas premiadas no concurso realizado durante a 29ª RBA – Reunião Brasileira de Antropologia.

PROGRAMAÇÃO:

Mostra Pierre Verger

SERVIÇO:
Pré II EAVAAM: Mostra X Prêmio Pierre Verger de Filme Etnográfico
Data: 02, 03 e 04 de dezembro de 2015
Local: Auditório do IFCH UFPA
Entrada franca. Não é necessária inscrição prévia.

Realização: VISAGEM – UFPA / Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UFPA

Apoio: Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia – PPGSA – UFPA e Associação Brasileira de Antropologia – ABA